15 abril, 2010
30 agosto, 2008
Conflito no Cáucaso: Relações cortadas entre Geórgia e Rússia
Geórgia rompe relações diplomáticas com a Rússia
Sex, 29 Ago, 06h06TBILISI (AFP) - A Geórgia decidiu "romper relações diplomáticas" com a Rússia, anunciou nesta sexta-feira o vice-ministro georgiano das Relações Exteriores, Grigol Vashadze. A decisão acontece três dias depois de Moscou ter reconhecido formalmente a independência das províncias separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia.
"Não manteremos mais relações diplomáticas com Moscou e, segundo a Convenção de Viena, os diplomatas russos devem deixar a Geórgia", declarou o vice-ministro.
"Seria bastante incômodo manter relações com um país num momento em que esse país "vai ampliar relações diplomáticas com a Ossétia do Sul e a Abkházia", disse por sua vez a ministra das Relações Exteriores da Geórgia, Eka Tkeshelashvili, durante visita a Noruega.
"Lamentamos esse paso dado pelo lado georgiano. Não ajudará as relações bilaterais. "O possível rompimento não é uma decisão de Moscou, e Tbilisi terá de arcar com toda a responsabilidade" disse Andrei Nesterenko, porta-voz do ministério russo das Relaçõnes Exteriores, segundo a agência de notícias russa Interfax.
A Geórgia já havia anunciado anteriormente que iria reduzir o número de funcionários na Embaixada de Moscou e que seu embaixador, que foi retirado da Rússia no mês passado, não iria retornar ao posto.
A Interfax havia divulgado informação de que Moscou deverá assinar na próxima semana um acordo para estabelecer bases militares na Ossétia do Sul.
Ainda segundo a Interfax, o ministro do Exterior da Abkházia, Sergei Shamba, teria dito que a província "poderá se tornar parte de um estado unificado da Rússia e da Belarus".
O gesto de Tbilisi se produz a três dias da reunião de presidentes e chefes de governo da União Européia em Bruxelas para avaliar suas relações com Moscou depois dos últimos acontecimintos.
O ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, disse que o bloco de 27 países considerava impor sanções a Moscou, mas uma fonte da presidência da UE, representada neste semestre pela França, afirmou que os países ainda estavam em "fase de diálogo" com Moscou, não de "sanções".
Já o primeiro-ministro russo Vladimir Putin pediu à União Européia julgar de maneira "verdadeiramente objetiva" a crise russo-georgiana e a adotar uma "posição razoável" em relação a Moscou durante a cúpula extraordinária prevista para segunda-feira em Bruxelas.
Putin falou sobre o assunto em entrevista ao canal de televisão alemã ARD realizada em Sochi (Rússia).
"O assunto das sanções não nos é indiferente. Esperamos que se imponha a razão", declarou.
Putin afirmou que as tropas russas vão se retirar da "zona tampão" em território georgiano assim que a situação se acalmar.
"Não temos nenhuma intenção de manter nossas tropas a longo prazo nas zonas de segurança em torno da Ossétia do Sul e da Abkházia", disse, acrescentando que Moscou desejava ver nessas regiões observadores da UE, União Européia, e da OSCE, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa.
Em outro frente, a chancelaria russa emitiu uma irada reação a críticas do grupo de sete países mais industrializados (G7) pela decisão de Moscou de reconhecer a independência da Abkházia e da Ossétia do Sul, não reconhecendo à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) qualquer "direito moral" de julgá-la.
"Esta postura é tendenciosa e tenta justificar as ações agressivas da Geórgia", acrescenta.
Os chanceleres dos países do G7 afirmaram na quarta-feira, em uma declaração conjunta, que a "decisão da Rússia (de reconhecer Abkházia e Ossétia do Sul) coloca em dúvida seu compromisso com a paz e a segurança no Cáucaso".
"Condenamos o excessivo uso da força militar por parte da Rússia e sua contínua ocupação de partes da Geórgia", destacava a declaração do G7, formado por Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Japão e Canadá.
FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/r__ssia_ge__rgia_conflito
28 agosto, 2008
Uma nova Guerra Fria?????????
Antes pelos EUA comparando o socialismo russo ao nazismo alemão [assunto comentado em reportagem citada na postagem Alfinetada norte-americana: revivendo a Guerra fria? de 26 de julho de 2008, nesse blog] agora é a vez da Rússia dar o troco: acusa os EUA de provocar o conflito na Geórgia, fazendo esta atacar a região separatista [Ossétia do Sul]. A reação de Moscou à ofensiva se deve ao apoio dado ao pequeno território e a manutenção de forças de paz na região.
O motivo alegado pelo Kremlin seria o benefício a um dos candidatos à Casa Branca nas próximas eleições. Putin explicou que o conflito desviaria a atenção dos eleitores quanto aos conflitos no Iraque e no Afeganistão e das suas preocupações em relação à situação econômica dos Estados Unidos, o que beneficiaria o candidato republicano, John McCain.
Os EUA desmentem, claro, chamando as acusações de Putin de irracionais e dizendo que o seu serviço de informação [fonte da acusação de Putin] estava lhe prestando um péssimo serviço.
Com a tensão criada, a porta voz da Casa Branca comentou a possibilidade de anular o pacto de cooperação nuclear civil com a Rússia. O pacto destina-se a desenvolver relações comerciais no setor nuclear civil entre os países sem prejudicar a luta contra a proliferação nuclear armamentista.
Agora, pela situação na região do Cáucaso, a Rússia corre o risco de sofrer sanções impostas pela União Européia [UE] já que o país foi bastante criticado por diversos outros pelas decisões em relação ao conflito. Isso, agravado pela falta de apoio de seus parceiros asiáticos na Organização para Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês) no reconhecimento às independências da Ossétia do Sul e da Abkásia.
E para colocar um pouco mais de pimenta no tempero, em meio às tensões ao redor do assunto, a Rússia anuncia o sucesso de um teste feito com um míssil balístico intercontinental chamado Topol, que seria capaz de furar defesas anti-mísseis.
Um fato percebido por quem quer que esteja acompanhando o noticiário é que as picuinhas entre EUA e Rússia estão reaparecendo e ficando mais freqüentes. Em encontro em Beijing, no período das Olimpíadas, os dois líderes, Bush e Putin, "na paz olímpica" conversaram, e segundo o que disse Putin, Bush afirmou não querer guerra...essa é nova...
As "agulhadas" trocadas entre os países e essa demonstração de poder bélico dada pela Rússia recentemente fazem lembrar muito do período em que o mundo viveu a tensão da Guerra Fria, quando as duas potências disputavam a hegemonia no poder mundial e viviam de trocas de críticas aos seus modelos econômicos, espionagem, demonstrações armamentistas e intervenção em conflitos internos de outros países, cada um apoiando um lado, provocando na população mundial o medo de não existir mundo no dia seguinte pela possibilidade latente de uma guerra nuclear.
E outro ponto preocupante é que, se já naquela época, havia a possibilidade do planeta ser varrido com uma guerra nuclear, hoje, com a atual tecnologia e as 31 mil armas nucleares existentes, [4,6 mil delas podendo ser detonadas em poucos minutos] ocorrendo uma guerra dessas, não sobra nem o pó, pois todas juntas são 200 mil vezes mais poderosas que a bomba que atingiu Hiroshima em 1945 ,tendo capacidade, se houvesse a possibilidade, de destruir a Terra umas 40 vezes.
Agora é pedir para que os ânimos sejam apaziguados e se evite o crescimento das tensões, para que, da lembrança da Guerra Fria, não passe para a chapa quente, porque senão, quem vai ser frito somos nós.
Ana Patrícia
Baseado em:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1006068
http://www.estadao.com.br/internacional/not_int232355,0.htm
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u438852.shtml
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3142578-EI294,00.html
http://www.adpf.org.br/modules/news/article.php?storyid=18439
26 agosto, 2008
Texto complementar LINCE 9º ano - A questão da Tchetchênia

Apontamentos acerca do massacre em escola russa
Dante Felgueiras - Publicado em 27.09.2004
A república da Tchetchênia, localizada nas montanhas do Cáucaso, tem aproximadamente 900 mil habitantes muçulmanos. Ao longo dos anos ela foi invadida por mongóis, iranianos e russos. O primeiro ataque russo ocorreu no século XVI. Os imperadores russos tinham em mente conquistar todas as terras muçulmanas e impor a religião ortodoxa. A primeira resistência foi liderada por Shaykh Mansur, herói tchetcheno que declarou jihad contra os russos e morreu em uma prisão. A Tchetchênia, desde então, vem sendo dominada e devastada pela Rússia, primeiro sob as mãos dos czares e depois Stálin, na época da URSS. Ao implantamento da glasnost (abertura política) e da perestroika (abertura econômica) nos anos 80 por Mikhail Gorbachev, os tchetchenos viram uma chance de independência. Em agosto de 91, enquanto a URSS ruía, os tchetchenos, sob liderança de Djokar Dudaiev, convocaram um plebiscito e declararam independência. Em 94, Ieltsin, ex - primeiro ministro russo, ordenou a destruição parcial da capital tchetchena de Grosny. 30 mil pessoas, um saldo quase cem vezes maior que os atuais ataques à escola em Beslan, foram brutalmente assassinadas. 400 mil civis se tornaram refugiados.
Agora paremos para refletir. Uma ferida aberta por séculos não se fecha facilmente. Os terroristas não podem ser vistos exclusivamente como monstros, mas também como vítimas de um processo histórico marcado com sangue. Nessa época, tchetchenos movidos pelo fundamentalismo islâmico fizeram alguns atentados em Moscou, que até hoje não reconhece a independência da região. Em setembro de 99, o então primeiro-ministro e ex-espião da KGB, Vladimir Putin ordenou mais ataques à Tchetchênia.
Vamos ao ponto crucial: o seqüestro. Não existe razão em recontar o caso assombroso. Entretanto existe um detalhe importante que não foi tratado com força pela grande mídia. Putin ordenou o cerco ao prédio ocupado pelos seqüestradores justamente quando se preparavam as negociações, resultando nos 376 mortos e 600 feridos. Até aquele momento 26 reféns já tinham saído. Mas por quê? A Tchetchênia não tem muitos recursos naturais. Todavia ela tem o que interessa as grandes potências. Reservas e rotas de exportação de petróleo. Muito petróleo. Quando afirmou a impossibilidade de negociações com terroristas, o presidente russo usou o mesmo discurso que George W. Bush porque perdendo a Tchetchênia perderá uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
O problema está posto. São os interesses econômicos da segunda maior potência bélica do planeta contra os anseios por liberdade de um povo massacrado, movido muitas vezes por um monstruoso fundamentalismo religioso.
Todo fundamentalismo, seja político ou religioso, acredita ser detentor de uma verdade única, absoluta. Esta incompreensão das culturas alheias é muitas vezes causadora dos desastres sociais que assolaram a história da humanidade. Não devemos tratar assuntos como este com distanciamento e medo. Medo social gera mais violência. Ao conhecer as outras culturas podemos melhor compreender o mundo em que vivemos e melhor buscar formas de melhorá-lo, moldando-o de forma igualitária. Devemos refletir nessa transformação que acontece atualmente. As grandes potências estão cada vez mais submetendo as outras às suas autoridades e enrijecendo-se. Quem sabe esta não é uma forma de criar a tão abominada destopia Orwelliana, a qual nada respeita, nada preza e tudo vê?
FONTE: www.duplipensar.net/.../
25 agosto, 2008
"Petróleo é superestimado no conflito do Cáucaso"
Enquanto a guerra entre Geórgia e Rússia parece terminar na região estrategicamente importante do Cáucaso, conflito ainda dá sinais de preocupação através do nervoso mercado energético. Especialistas questionam ligação.
Apesar do fato de a Geórgia não produzir petróleo, o país é peça-chave para as exportações de petróleo e gás natural do Azerbaijão para os mercados ocidentais. Relatórios controversos de planos bélicos russos apontando ataques próximos ao oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan (BTC), o segundo maior do mundo, puseram particularmente a Europa em alerta.
Inaugurado em 2006, o oleoduto BTC transporta petróleo das margens do Mar Cáspio para o Ocidente através do porto mediterrâneo de Ceyhan, na Turquia. O oleoduto tem capacidade de bombear 1,2 milhão de barris de petróleo por dia.
A Europa é um dos principais compradores do petróleo transportado pelos oleodutos do sul do Cáucaso. Eles foram construídos como forma de tornar o Ocidente menos dependente das exportações da Rússia, que já ameaçou cortar o fornecimento em disputas anteriores com outros antigos Estados soviéticos.
Apesar de haver especulações de que o recente conflito do Cáucaso foi orquestrado pela Rússia com a finalidade de bombardear o BTC, forçando uma maior dependência européia de suas exportações, Natalia Leshchenko, analista russa da empresa de consultoria econômica Global Insight, afirmou que fatores geopolíticos estão por trás do conflito.
Fatores geopolíticos
"A destruição do BTC ofereceria, sem dúvida, um bônus à Rússia por desviar as exportações de petróleo do Afeganistão para rotas russas, mas o ganho não justificaria todas as perdas humanas e de reputação pelo governo russo através de sua operação na Geórgia", comentou a analista.
Além disso, alguns especialistas afirmaram que a importância da região em termos de produção tem sido superestimada e que, se por um lado o aumento do fornecimento de petróleo e gás natural do Cáucaso serviria ao objetivo europeu de diversificar suas importações energéticas, por outro a importância futura da região como um relevante fornecedor energético é duvidosa.
"Muitos dizem que há abundantes jazidas carboníferas intocadas no Mar Cáspio em sua fronteira com o Azerbaijão", afirmou Arriana Checci, pesquisadora de segurança energética do Centro de Estudos Políticos Europeus, com sede em Bruxelas. "Para outros, os recursos da região não seriam suficientes para justificar projetos maiores de exportação como o gasoduto Nabucco, que partirá do Mar Cáspio e atravessará o Cáucaso e a Turquia até chegar à Europa central e à Itália", comentou.
Checchi, no entanto, acresceu que a região do Cáucaso continuaria um importante corredor, conectando países ricos em energia da Ásia Central com a Europa.
Atrasos, mas nenhuma conseqüência séria
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Oleoduto BTC abastece Europa
O efeito do conflito pode ainda ter algumas conseqüências negativas para a Europa, afirmou a analista. O aumento da instabilidade poderá provocar um maior atraso do projeto Nabucco, que está sendo apoiado maciçamente pela União Européia como forma de fortalecer a segurança do fornecimento energético do continente.
"A guerra na Geórgia pode confirmar as dúvidas existentes quanto a sua confiabilidade como país de trânsito", afirmou a Checchi, acrescendo que "isto pode levar não somente à relutância política perante o projeto Nabucco, mas também à diminuição da confiança dos investidores."
Se a Geórgia – como esperado – continuar um Estado soberano e o status da Ossétia do Sul mudar devido às dolorosas negociações, especialistas acreditam que, em termos de fornecimento de petróleo, a situação na região não sofrerá grandes alterações.
Preço do petróleo determinado por outros fatores
Checchi afirmou que seria difícil estabelecer uma conexão entre o preço do petróleo e o conflito entre a Rússia e a Geórgia. "É muito cedo para prever de que forma a guerra na Geórgia afetará o preço geral do petróleo", afirmou.
A pesquisadora explicou ainda que os preços do petróleo deverão ser afetados somente de forma temporária, deixando-se a responsabilidade pela determinação do novo nível de preços a outras tendências e fatores, tais como o recente decréscimo da demanda energética norte-americana e o aumento da produção de petróleo na Arábia Saudita.
Nick Amies (ca)
12 agosto, 2008
Ainda o conflito na Ossétia do Sul...
O governo da Geórgia apresentou uma denúncia contra a Rússia perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ) por atos de limpeza étnica realizados em território georgiano entre 1993 e 2008, informou o Executivo de Tbilisi em comunicado distribuído em Bruxelas nesta terça-feira.
A crise entre os dois países começou na quinta-feira (07/08), quando a Geórgia, aliado próximo de Washington, enviou tropas para retomar a Ossétia do Sul, que declarou sua independência da Geórgia em 1992. Moscou, que apóia a secessão do pequeno território e mantêm forças de paz na região, respondeu enviando tropas ao país vizinho.
A Rússia diz que 1.600 civis da Ossétia do Sul morreram, enquanto a Geórgia afirmou que quase 200 foram mortos e centenas estão feridos. Nenhum dos números foi verificado por fontes independentes. A ONU afirmou nesta terça que quase cem mil pessoas tiveram de sair de suas casas.
Segundo a Geórgia, desde o início da década de 1990 e até a recente invasão do país, a Rússia tem apoiado a limpeza étnica de cidadãos georgianos por parte das forças separatistas nas regiões da Abkházia e Ossétia do Sul, mediante o fornecimento de armas, o recrutamento de mercenários e a intervenção direta de tropas.
O Executivo georgiano afirma que desde o cessar-fogo em ambas as zonas, as forças russas encarregadas de manter a paz negaram o direito de retorno a 300 mil pessoas que tinham sido deslocadas.
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, repetiu hoje as acusações de seu país de que a operação militar da Geórgia nas áreas separatistas são um "genocídio".
Na queixa perante a CIJ --principal órgão judicial da ONU, com sede em Haia--, a Geórgia pede aos juízes que declarem que Moscou atuou contra a legislação internacional e que deve se abster de seguir apoiando as forças separatistas, incluindo a retirada de todas as suas tropas da Geórgia.
Tbilisi também pede uma indenização.
Em paralelo, o promotor-chefe da Corte Internacional Criminal (CIC), Luis Moreno-Ocampo, afirmou ter sido contactado sobre o confronto na Ossétia do Sul e pode iniciar uma investigação preliminar.
A CIJ atua em casos de país contra país, enquanto o CIC foi criado para julgar indivíduos por crimes sérios como genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. Ambas as cortes têm sede em Haia, na Holanda...
Mais em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u432603.shtml
Geórgia anuncia que deixará a Comunidade dos Estados Independentes
O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, anunciou nesta terça-feira que seu país está saindo da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) --aliança das ex-repúblicas soviéticas, dominada pela Rússia.
O chefe do Estado fez o anúncio durante uma manifestação na capital georgiana, na qual pediu a outros países, entre eles a Ucrânia, que sigam o exemplo de Tbilisi. A CEI reúne a Rússia e outras 11 repúblicas da extinta União Soviética, incluindo a Geórgia, desde 1994...
Mais em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u432467.shtml
09 agosto, 2008
Conflito na Ossétia do Sul - Geórgia

A Ossétia, em março de 2008, pediu à Rússia, à ONU e à União Europeia que reconheçam a sua independência, à semelhança do que aconteceu recentemente no Kosovo. O apelo foi validado por um voto, no "Parlamento" da Ossétia do Sul, cuja independência unilateral declarada em 1990 não é reconhecida por nenhum país.
Depois de terem alertado contra o risco de um "efeito dominó" com o Kosovo, as autoridades russas excluiram o reconhecimento da Ossétia do Sul e da Abkhazia, após a declaração de independência kosovar.
O colapso da União Soviética alimentou o nascimento de um movimento separatista na Ossétia do Sul, que sempre se sentiu mais próxima da Rússia que da Geórgia. A região livrou-se do controle georgiano durante uma guerra travada em 1991 e 1992 e na qual milhares de pessoas morreram. A Ossétia do Sul mantém uma relação estreita com a vizinha russa Ossétia do Norte, que fica do lado norte do Cáucaso.
A maior parte de seus quase 70 mil habitantes são etnicamente distintos dos georgianos e falam sua própria língua, parecida com o persa. Essas pessoas afirmam ter sido absorvidas à força pela Geórgia, durante o regime soviético, e agora desejam exercer seu direito à autodeterminação.
O líder separatista é Eduard Kokoity. Em novembro de 2006, vilarejos da Ossétia do Sul que continuam sob o controle da Geórgia, elegeram um líder rival, o ex-separatista Dmitry Sanakoyev. Sanakoyev conta com o apoio do governo georgiano, mas sua influência estende-se por somente uma pequena parte da região.
Cerca de dois terços do Orçamento anual da região, de cerca de 30 milhões de dólares, vêem do governo russo. Quase todos os moradores dali exibem passaportes russos e usam o rublo russo como moeda.
Uma força de paz com 1,5 mil membros da Rússia, da Geórgia e da Ossétia do Norte (500 de cada) monitoram uma trégua firmada na Ossétia do Sul. A Geórgia acusa os membros russos da força de paz de ficarem ao lado dos separatistas, algo que a Rússia nega.
O presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, propôs um acordo de paz segundo o qual a Ossétia do Sul receberia um "grande grau de autonomia" dentro de um Estado federal. Os líderes separatistas dizem querer independência total.
Presidente da Geórgia acusa Rússia de invasão em:
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3066245-EI8142,00.html
Ofensiva russa visa mais Geórgia do que Ocidente em:
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3069915-EI8142,00-Ofensiva+russa+visa+mais+Georgia+do+que+Ocidente.html
Otan pede fim imediato dos confrontos na Geórgia em:
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3065383-EI8142,00.html
Geórgia afirma ter derrubado seis aviões russos em: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3068717-EI8142,00.html
02 agosto, 2008
Eclipse solar total cobre a Rússia
NOVOSIBIRSK, Rússia (Reuters) - Uma enorme sombra tomou conta da Rússia nesta sexta-feira, levando milhares de russos e turistas à Sibéria para assistir ao eclipse total do sol, um fenômeno raro. O eclipse -- quando a lua passe entre o sol e a Terra -- começou no Canadá, passou pela Groenlândia e chegou à Sibéria pouco depois das 7h (horário de Brasília).O fenômeno deve terminar na China, onde a população acredita que a escuridão traz mau agouro para os Jogos Olímpicos, que começam na semana que vem.
Íntegra da notícia em:
http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/080801/mundo/mundo_clima_eclipse_pol
26 julho, 2008
Alfinetada norte-americana: revivendo a Guerra fria?
Moscou critica Bush por comparar comunismo ao nazismo
Moscou, 26 jul (EFE).- O Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia criticou hoje o presidente dos Estados Unidos, George W.
Bush, por ter colocado em um mesmo patamar o comunismo soviético e o nazismo alemão.
"Condenamos os abusos e a injustificada dureza da política interna do regime soviético, mas não podemos aceitar as tentativas de equiparar o comunismo ao nazismo e a tese de que ambos tinham as mesmas causas e objetivos", declarou a chancelaria russa.
Esta foi a reação do Kremlin a um documento emitido por Bush por ocasião da Semana dos povos subjugados no qual qualifica as ideologias nazista e comunista como um "mal comum do século XX".
Moscou disse que "a União Soviética teve contribuição decisiva para a derrota do fascismo" na Segunda Guerra Mundial e que as palavras de Bush "ferem" todos os veteranos, inclusive os norte-americanos que lutaram contra a Alemanha nazista.
"Seja qual for a atitude do presidente americano para a União Soviética e a ideologia comunista, (...) dos pontos de vista histórico e humano, estes paralelismos norte-americanos não resistem às críticas", assinala o comunicado da chancelaria.
Além disso, acrescenta que com isto Bush só encoraja os países que buscam "falsificar os fatos e reescrever a história", em alusão aos três Estados bálticos que denunciam que sua "libertação" dos nazistas pelo Exército Vermelho lhes condenou a meio século de "ocupação soviética".
A nota afirma, ao mesmo tempo, que a nova "Rússia democrática, livre dos estereótipos do passado", já deu sua "valorização objetiva" ao passado soviético.
FONTE: www.noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2008/07/26/ult1808u123082.jhtm


