27 dezembro, 2008

Vizinhança nada amigável

A Faixa de Gaza é um território situado no Médio Oriente, limitado a norte e a leste por Israel e a sul pelo Egito. O espaço aéreo e o acesso marítimo à Faixa de Gaza são atualmente controlados pelo estado de Israel, que ocupou militarmente o território entre Junho de 1967 e Agosto de 2005. A jurisdição é por sua vez exercida pela Autoridade Nacional Palestina.



Ataque israelense na Faixa de Gaza

No pior ataque em 40 anos, Israel bombardeia Gaza e mata pelo menos 200

Gaza, 27 dez (EFE).- Pelo menos 200 pessoas morreram e 750 ficaram feridas hoje em um ataque aéreo em massa em Gaza, no que foi a operação militar israelense mais violenta contra os palestinos em 40 anos.

"Não há registro de um dia mais mortífero desde a guerra de 1967. Israel não tinha matado, desde então, tanta gente em um só dia", afirmou Moawiya Hasanie, chefe dos serviços médicos de Gaza e coordenador da ajuda às vítimas.

Cerca de 50 aviões e helicópteros da Força Aérea israelense participaram do ataque, que aconteceu pouco antes do meio-dia (hora local), durou apenas dois minutos e destruiu 30 prédios.

Além da Cidade de Gaza, a operação militar israelense incluiu alvos em outras localidades da Faixa, como Khan Yunis e Rafah, e entre os mortos há várias autoridades do Hamas.

No ataque, morreram o responsável da Polícia do Hamas em Gaza, Tawfiq Jaber, o chefe da Segurança do Hamas, Ismail al-Jaabari, e o governador da circunscrição de Al-Wusta, na Gaza Central, Ahmad Abu Aashur.

"Foi como um terremoto, em instantes os edifícios vieram abaixo e os carros arderam em chamas", contou o comerciante Ahmed Ghannam.

A maioria dos imóveis atingidos pertencia ao Hamas ou era sede das forças de segurança do movimento islâmico, muitos deles situados em áreas residenciais.

O ataque causou pânico entre a população das áreas afetadas, e a televisão local mostrou imagens de civis pedindo vingança entre edifícios transformados em escombros, de onde apareciam corpos de policiais com o uniforme preto do Hamas.

Os centros médicos de Gaza ficaram sobrecarregados pela chegada dos mortos e feridos, até o ponto que, no principal hospital da Cidade de Gaza, Shifa, algumas vítimas eram atendidas nos corredores por falta de leitos suficientes.

O bombardeio ocorreu dois dias depois que o Governo israelense decidiu empreender uma operação militar em grande escala em Gaza se os grupos armados palestinos continuassem lançando foguetes contra seu território.

Segundo a imprensa israelense, a execução dessa intervenção militar aconteceria a partir de domingo, para dar tempo às autoridades egípcias de realizar uma última tentativa de mediação entre Israel e Hamas.

A mediação egípcia tinha o objetivo de renovar a trégua que as duas partes assinaram em junho e concluiu no último dia 19 sem que tivesse sido acordada sua continuidade.

Após o ataque, porta-vozes do Hamas anunciaram que o movimento continuaria resistindo "até a ultima gota de sangue".

Pouco depois do alerta, os grupos armados palestinos de Gaza lançaram mais de 20 foguetes artesanais sobre as cidades israelenses que fazem divisa com a Faixa.

Uma mulher da localidade de Netivot morreu ao ser atingida por um dos projéteis, que, segundo os serviços médicos israelenses, deixou outras quatro pessoas feridas.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, não descartou que os ataques do Exército do Estado judeu em Gaza "prossigam e se ampliem se for necessário" nos próximos dias.

"Há um momento para tréguas e um momento para o combate. Agora é o momento do combate", disse.

Barak ordenou que as povoações israelenses divisórias a Gaza permaneçam em "estado de alerta", e antecipou que os próximos dias "serão difíceis".

Já a ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, convocou à tarde uma entrevista coletiva em Tel Aviv na qual ressaltou que o país "não tem outro remédio" além de recorrer à força para desmantelar a infra-estrutura do Hamas.

O massacre de Gaza causou revolta na Cisjordânia, onde o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, condenou em Ramala o ataque e pediu o fim da operação militar israelense.

No final da tarde, a condenação tinha se estendido às ruas em cidades cisjordanianas como Belém, cujas autoridades municipais ordenaram a suspensão das festividades populares organizadas por ocasião do Natal.

Já em Jerusalém Oriental (árabe), grupos de jovens palestinos atiraram pedras contra as forças de ordem do Estado judeu.

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/s/27122008/40/mundo-no-pior-ataque-40-anos.html

26 dezembro, 2008

Agricultura - da Revolução Agrícola à Revolução Verde

AGRICULTURA

A agricultura é uma das atividades básicas da humanidade e provavelmente foi responsável pela primeira grande transformação no espaço geográfico. Surgiu há cerca de 12 mil anos, no período Neolítico, quando as comunidades primitivas passaram de um modo de vida nômade, baseado na caça e na coleta de alimentos, para um modo de vida sedentário, viabilizado pelo cultivo de plantas e pela domesticação de animais.

Inicialmente foi praticada às margens de grandes rios, como o Tigre e o Eufrates (antiga Mesopotâmia, atual Iraque), o Nilo (no Egito), o Yang-tse-Kiang (na China), o Ganges e o Indo (Na Índia). Foi justamente nessas áreas que se desenvolveram as primeiras grandes civilizações.

Com a evolução da agricultura começou a haver excedente de produção, o que possibilitou o desenvolvimento do comércio, inicialmente baseado na troca de produtos. Nos locais onde ocorriam as trocas, surgiram várias cidades.


DA REVOLUÇÃO AGRÍCOLA À REVOLUÇÃO VERDE

Graças à Revolução Industrial, evoluíram as técnicas agrícolas, o que possibilitou aumento da produção sem a necessidade de ampliar a área de cultivo, com base apenas no aumento da produtividade. Esse desenvolvimento tecnológico aplicado à agricultura ficou conhecido como Revolução Agrícola.

Esse aumento da produtividade foi necessário em decorrência do aumento da população em geral, da elevação percentual da população urbana (cujas atividades de subsistência eram limitadas a alguns gêneros apenas) e da diminuição proporcional da população rural, responsável pela produção agrícola. As bases técnicas da Revolução agrícola foram propiciadas pelas indústrias consumidoras de matérias-primas ou fornecedoras de insumos para a agricultura (ex: máquinas e fertilizantes).

A colonização em suas várias fases também contribuiu para a expansão agrícola, como no caso das terras conquistadas pelos europeus nas Américas no século XVI, quanto nas terras africanas e asiáticas, no século XIX, quando implantaram um sistema de produção agrícola para o abastecimento do mercado europeu (com gêneros alimentícios e matérias-primas). Esse sistema ficou conhecido como plantation e era baseado na produção monocultora de gêneros tropicais para fins de exportação, praticada em grandes propriedades (latifúndios), com mão-de-obra barata (ou escrava).

Após a Segunda Guerra Mundial, com o processo de descolonização em marcha, os países desenvolvidos criaram uma estratégia de elevação da produção agrícola mundial: a Revolução Verde. Concebida nos Estados Unidos, objetivava combater a fome e a miséria nos países subdesenvolvidos, por meio de introdução de um “pacote tecnológico”, contendo: novas técnicas de cultivo; equipamentos para mecanização; fertilizantes; defensivos agrícolas e sementes selecionadas.

No entanto, essas sementes selecionadas, produzidas no laboratório dos países desenvolvidos, não eram geneticamente capazes de enfrentar as condições climáticas típicas da região dos trópicos (clima muito quente), algumas doenças e certas espécies de insetos. A solução consistia na utilização de adubos, defensivos e fertilizantes, também importados dos países que haviam subvencionado essas novas formas de cultivo, aumentando a dependência dos países subdesenvolvidos em relação aos países desenvolvidos.

Nos países subdesenvolvidos, a Revolução Verde aumentou a distância entre os grandes agricultores, que tiveram acesso ao “pacote tecnológico”, e os pequenos agricultores, que não tiveram condições de competir com os novos parâmetros de produtividade. O aumento da produção abaixou o preço dos produtos agrícolas a valores inviáveis para os pequenos agricultores.

Essas novas circunstâncias de mercado criadas pela Revolução Verde contribuíram para o abandono e/ou a venda de pequenas propriedades, que foram sendo incorporadas pelos grandes latifúndios. Nesse sentido, apesar de a Revolução Verde ter contribuído para um aumento significativo da produção de alimentos no planeta, acentuaram-se ainda mais os problemas da concentração de propriedade agrícola em vários países do mundo, como Índia, Paquistão, Indonésia e Brasil.

FONTE: LUCCI, Elian Alabi. BRANCO, Anselmo Lázaro. MENDONÇA, Cláudio. Geografia Geral e do Brasil- ensino médio. 1º edição- São Paulo: Saraiva, 2003.

Avaliação de recuperação David Mendes

Olá galera dos 1º A/B/C e D e 2º E/F/ H/ I e J, abaixo vão os conteúdos da avaliaçao de recuperação de GEOGRAFIA:

1º ano:
Crosta terrestre : estrutura interna, placas tectônicas, seus movimentos e efeitos; Clima: fatores e elementos.

2º ano:
Agricultura: Revolução Agrícola e Revolução Verde; agricultura orgânica; transgênicos;
Regionalização: região> conceito; regiões administrativas e econômicas do Brasil: histórico e localização.

AVALIAÇÃO DIA: 30/12/2008

23 dezembro, 2008

Sarkosy: Brasil no Conselho de Sengurança da ONU

Em visita ao Rio de Janeiro, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu nesta segunda-feira a participação permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, além de uma ação conjunta de Brasil e União Européia em fóruns internacionais.

“Sou sincero quando digo que precisamos do presidente Lula no Conselho de Segurança”, disse Sarkozy, durante o 2º Encontro Empresarial Brasil-União Européia, para uma platéia de empresários dos dois países.

Ainda de acordo com o líder da França, que ocupa a presidência rotativa da União Européia, “todos os países da Europa amam o Brasil, mas a França vai demonstrar como ela ama e respeita esse país”.

Segundo ele, seria importante que Brasil e União Européia chegassem próxima reunião do G20 (dia 2 de abril, em Londres), com uma “proposta em comum”.

“A Europa quer trabalhar de mãos dadas com o Brasil”, disse.

FONTE: http://www.bbc.co.uk/

Ui! que amooorrrrrrr...
Queria ver esse amor todo da Europa pelo Brasil na recepção aos brasileiros em seus aeroportos...

GIGEO LINCE - RESULTADO FINAL

AS CAMPEÃS!
Lorena Souza, Ana Beatriz, Karin Tess, Fernanda Veloso, Taiane Aras, Maiara Rosa e Reijane Campos. [com 2 ausentes]

PARABÉNS MENINAS !!!

Presentinho de Natal

WASHINGTON (Reuters) - O futuro governo Obama e a bancada democrata no Congresso estão próximos de um acordo em torno de um enorme pacote de gastos públicos destinado a estimular a recuperação econômica e criar 3 milhões de empregos em dois anos, disse o vice-presidente eleito Joe Biden na terça-feira.

Questionado sobre a possibilidade de um acordo antes do Natal, Biden disse: "Acho que estamos chegando incrivelmente perto disso".

Ele não quis falar, porém, sobre o custo do pacote ao contribuinte. Nos últimos dias, algumas fontes do governo disseram que em janeiro deve ser apresentado um projeto com um valor total de 675 a 775 bilhões de dólares.


Notícia completa em
http://br.noticias.yahoo.com/

15 dezembro, 2008

Bush e os sapatinhos...

Tempestade de neve na Espanha

MADRI (AFP) - Uma tempestade de neve causou nesta segunda-feira perturbações no tráfego no norte da Espanha, bloqueando uma estrada perto de León (norte), assim como outras 30 rodovias, segundo o departamento geral de trânsito.

A neve, acompanhada de fortes ventos, está impedindo o fluxo de 600 veículos na auto-estrada A66, principalmente no trecho entre a província de León e a região de Asturias (norte).

A companhia de estradas de ferro espanhola, Renfe, acabou suspendendo o trânsito entre as duas regiões mais afetadas pela neve, Asturias e Castilla, além de León.

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/

The Bush's (T)error

Bush deveria ser julgado por invadir o Iraque, diz Chávez

Caracas, 15 dez (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou hoje que o governante americano, George W. Bush, deveria ser julgado por um tribunal internacional para responder pelas vítimas que seu "erro" causou no Iraque.

"Bush disse agora que foi um erro invadir o Iraque. Ele deveria ser julgado por um tribunal internacional pelos milhares de mortos que seu erro causou, principalmente civis", expressou.

O governante venezuelano também se referiu ao incidente no qual um jornalista atirou seus sapatos em Bush durante sua última visita como presidente ao Iraque.

Chávez comparou o jornalista a um jogador de beisebol, e pediu que a Frente de Comunicadores Sociais da Venezuela, aliada do Governo, inicie um movimento de solidariedade para fazer com que o responsável pelo incidente com Bush tenha seus direitos humanos respeitados.

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/

Lula é pop

Crise reforça popularidade de Lula, apontam pesquisas
Por Fernando Exman

BRASÍLIA (Reuters) - A crise financeira global não abalou a avaliação positiva do governo e a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontaram nesta segunda-feira pesquisas encomendadas pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ao contrário, a turbulência econômica reforçou a popularidade do governo, e a população mostrou que confia em Lula para enfrentar as dificuldades decorrentes da crise. As sondagens mostraram, no entanto, que a população está mais preocupada com os rumos da economia do país.

Segundo as pesquisas, apesar da piora na percepção do brasileiro em relação à renda, à inflação e ao desemprego, a maior parte dos entrevistados apóia as medidas do governo para combater a crise e disse acreditar que o Brasil sairá mais fortalecido dela.

"A crise aparece como um elemento que reforça a avaliação positiva do governo", declarou a jornalistas o diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antonio Guarita. "Boa parte da população conhece a crise e entende que as medidas do governo contra a crise representam impactos positivos ao próprio governo", acrescentou.

"Existe um voto de crédito ainda", disse Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus, que realizou a sondagem para a CNT, em outra entrevista coletiva. "As expectativas continuam positivas, mas a população está crescentemente apreensiva."

De acordo com a pesquisa encomendada pela CNI ao Ibope, o governo do presidente Lula atingiu recorde histórico de avaliação, com 73 por cento de aprovação. Na pesquisa anterior, em setembro, o governo Lula tinha 69 por cento de aprovação, considerando os que o avaliam como ótimo ou bom.

Já a aprovação do presidente Lula subiu de 80 por cento em setembro para 84 por cento em dezembro.

A pesquisa CNT/Sensus revelou cenário semelhante. A avaliação positiva do governo em dezembro atingiu novo recorde de 71,1 por cento ante 68,8 por cento em setembro. O desempenho pessoal do presidente Lula foi aprovado por 80,3 por cento dos entrevistados este mês frente aos 77,7 por cento na sondagem anterior.

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/



12 dezembro, 2008

G20 e a crise econômica

Reunião do G20 sobre a crise econômica mundial, há 1 mês atrás...

Quem vai ganhar o abacaxi???

A festa dos animais: a raposa e o burro

Vicente Fox chama Chávez de "burro" e critica política de Obama para o México

Sex, 12 Dez, 06h12

México, 12 dez (EFE).- O ex-presidente mexicano Vicente Fox chamou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, de "burro" por se opor ao livre mercado, e opinou que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, tem que colocar "os pés na realidade" em sua relação comercial e migratória com o México, informou hoje a imprensa local.

Durante uma conferência no Centro Fox, uma organização de estudos sobre a democracia que o ex-governante criou no estado de Guanajuato, centro do México, Fox disse que o pior que se pode fazer é escutar aqueles que estão dizendo que a economia de mercado não serve, "o que está dizendo o burro do Hugo Chávez".

Fox, que foi presidente do país no período 2000-2006 e protagonizou um forte confronto com Chávez, que levou os dois a retirarem seus embaixadores em cada país, qualificou também o Governo venezuelano como "messiânico".

Com o mesmo adjetivo qualificou os Governos de Bolívia, Equador e Nicarágua, todos dirigidos por políticos de esquerda.

Neste sentido disse que após o fim das ditaduras, que assolaram o continente latino-americano na segunda metade do século XX, há agora "sombras de preocupação" por causa das tentativas de alguns líderes da região "de modificar a constituição para reelegerem-se", em clara alusão a Chávez, que impulsiona uma emenda à carta magna de seu país para estabelecer a reeleição ilimitada.

De outro lado, o ex-presidente asseverou que Obama terá "que colocar os pés na realidade (...), porque na campanha não fez assim".

Ele criticou o fato de o presidente eleito americano ter questionado o Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), que une México, EUA e Canadá desde 1994, já que segundo sua opinião "um dos grandes beneficiados é justamente" os Estados Unidos.

Além disso, Fox disse que "também não ficou muito claro a Obama a situação dos migrantes" e "o enorme valor que têm para a economia" americana.

Durante sua gestão, o ex-líder tentou em vão promover um grande acordo migratório com o atual presidente americano, George W. Bush, mas esses planos foram rechaçados pelo Congresso desse país.

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/

10 dezembro, 2008

Santa Catarina: cidades em risco

Uma em quatro cidades de SC tem risco "muito alto" de desastre, diz estudo

BRENO COSTA
da Agência Folha



Um em cada quatro municípios de Santa Catarina corre risco "muito alto" de ser afetado por desastres naturais. Ao todo, 72 cidades estão nessa condição. Sessenta dessas estão fora da região do Vale do Itajaí, a mais afetada pelas chuvas que já causaram a morte de 124 pessoas no Estado --segundo informações da Defesa Civil, atualizadas na noite desta quarta-feira. A maioria (35) fica na região oeste, mais próxima à fronteira com a Argentina.

As informações constam de um estudo concluído em 2006 por pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). A análise considera desastre natural o caso que provoque ao menos uma destas conseqüências: morte de dez pessoas, afete pelo menos cem pessoas, decretação de situação de emergência ou pedido de socorro internacional.

O "Mapeamento de Risco de Desastres Naturais do Estado de Santa Catarina" usa como uma de suas bases para o cálculo do índice de risco de cada um dos 293 municípios catarinenses o nível de "perigo" associado a cada uma dessas cidades.

Para isso, foram usados estudos da geógrafa Maria Lúcia Herrmann, que coordenou a elaboração do "Atlas de Desastres Naturais do Estado de Santa Catarina", produzido para o governo de SC.

As outras variáveis usadas para se chegar ao índice de risco são a densidade demográfica, a intensidade da pobreza da população e a proporção de população idosa nessas cidades, além do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de cada município.

Produzido há quase três anos, o número de 72 municípios listados na categoria "risco muito alto" pode estar subestimado, alerta a geógrafa da Unicamp Luci Hidalgo Nunes, especialista em desastres naturais e co-autora do estudo, que leva em conta desastres registrados entre 1980 e 2003. Segundo ela, casos de escorregamentos de terra, até 2000, não eram um fator preponderante em tragédias naturais no Estado, se comparado com enchentes e inundações. Os 124 mortos da chuva --a maioria vítima de soterramento-- fizeram a situação mudar, segundo ela.

Eu acho que o número possa estar subestimado. Vale a pena a gente rever um monte de coisa. Esse episódio mostrou que chuvas intensas geram um problema, talvez até mais grave que inundações, que são os escorregamentos. A maior parte das mortes em desastres no Brasil está ligada a isso", diz a pesquisadora.

Um indício de que a quantidade informada está subestimada é o fato de que, dos 16 municípios que registraram mortos em decorrência das chuvas, apenas cinco estavam nessa categoria (Blumenau, Gaspar, Itajaí, Brusque e Florianópolis).

Outros três estavam na categoria de risco "alto", entre eles Ilhota, onde foi registrado o maior número oficial de mortes até agora (37). Jaraguá do Sul, com 13 mortos, era considerada risco "médio". Houve até o caso extremo de Rodeio, que, com quatro mortos, era vista como risco "baixo/nulo".

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/


28 novembro, 2008

Como ajudar as vítimas da enchente em SC

Na tentativa de ajudar aos desabrigados da enchente no estado de Santa Catarina, várias campanhas estão sendo realizadas por diversas instâncias da sociedade. Postaremos aqui algumas formas de ajuda aos catarinenses.

Para quem está em São Paulo:

A Cruz Vermelha Brasileira e a Comdec (Coordenadoria Municipal da Defesa Civil-SP) anunciaram a criação de postos para arrecadar doações para as vítimas das chuvas que atingem Santa Catarina. A arrecadação vai funcionar 24 horas na sede da Comdec, na rua Afonso Pena, 130, no bairro Bom Retiro, e na sede da Cruz Vermelha Brasileira, na avenida Moreira Guimarães, 699, no bairro Saúde. As defesas civis das subprefeituras receberão doações em horário comercial.

A recomendação é de que produtos de limpeza não sejam misturados com alimentos e roupa. Os alimentos devem estar dentro da validade, de preferência não perecíveis e com a embalagem em boas condições.

Doações diretas:
Nome da pessoa jurídica:
Fundo Estadual de Defesa Civil - CNPJ 04.426.883/0001-57.
Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7; ou
Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.
BRADESCO S/A - 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1

Segundo o site da Defesa Civil de Santa Catarina, o dinheiro será usado para compra de mantimentos para as vítimas.



Na net:


Blogs que estão divulgando informações sobre a situação:

http://papodehomem.com.br/enchentes-santa-catarina-convocacao-da-tropa/
http://www.curiosando.com.br/11/2008/apoio-as-vitimas-das-enchentes-em-santa-catarina/
http://pipocandoonline.blogspot.com/2008/11/ajuda-santa-catarina.html
http://seuluiz.blogspot.com/2008/11/campanha-solidria-da-oab-de-santa.html


Enchente em Santa Catarina

As chuvas que têm castigado o estado de Santa Catarina há 60 dias provocam enchentes, mortes [o que é o pior] e prejuízos de toda espécie em cidades como Itajaí, Blumenau e Florianópolis.

Números informados pela Defesa civil catarinense dão conta de mais de 54.000 pessoas desalojadas e desabrigadas, sendo 22.952 desabrigadas e 31.087 desalojadas, e 1,5 milhão de pessoas foram afetadas. Oito cidades estão isoladas: São Bonifácio, Luiz Alves, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoá e Benedito Novo.


O histórico sistemático, artigo de Ricardo Moreira de Mesquita


No século 19, enchentes já faziam parte do cotidiano de Santa Catarina

Ricardo Moreira de Mesquita é jornalista, escritor e historiador, sócio-efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e membro da Academia Desterrense de Letras. Artigo escrito para a “Folha de SP”:

As enchentes em Santa Catarina são históricas, mas precisam deixar de ser. Não existem méritos quando a ocupação humana desordenada favorece fenômenos naturais que ceifam vidas.

A morfologia geológica que favoreceu a colonização do Estado e a pluralidade étnica peculiar também facilitam a ocorrência de enchentes registradas por viajantes e exploradores. No século 19, nas falas e relatórios dos presidentes da Província de Santa Catarina, dirigidos à Assembléia Provincial e enviados à administração real, na cidade do Rio de Janeiro, observa-se que as enchentes já faziam parte do cotidiano.

Nesses documentos estão os registros das atividades de governo, em que relatam a situação das finanças públicas, obras provinciais, socorros à saúde e tranqüilidade pública.

Não foram poucos os que também deixaram sugestões para combatê-las. O presidente João Carlos Pardal, em 1838, informava da necessidade de mudança no traçado da estrada para Lages, onde o rio Braço do Norte, no sul do Estado, subia o seu leito e avançava 44 metros além das margens, a cada enchente. Em Porto Belo, já haviam mudado o trajeto da estrada, cansados de reconstruir as pontes em razão das cheias.

Fixar-se às margens dos rios é uma opção do homem desde remotos tempos, pela fertilidade das terras e garantia de alimentação, a luta pela sobrevivência. Em Santa Catarina, a colonização não foi diferente de outras sociedades de regadio -Egito, Mesopotâmia, Delta do Ganges e rio Amarelo. A serra Geral, com seus contrafortes, limita o planalto ocidental da planície litorânea, recortada em belas praias, promontórios e pelos rios que nela nascem e se fazem ao mar.

Muitos outros relatos sobre tempestades, inundações -o vocábulo preferido na época- estão registrados. Mas a enchente ocorrida em 1880 deixou marcas no Estado, talvez tanto quanto deixará a de 2008.

Entre os dias 27 e 28 de setembro de 1880, escreve o presidente da Província, João Rodrigues Chaves, "elevaram-se as águas do rio Itajaí e seus afluentes a um nível que excedeu todas as previsões e inundaram rapidamente e impetuosamente todo o grande vale [...], Blumenau, o núcleo colonial de Luiz Alves e o povoado de São Pedro do Gaspar, causando graves danos e muitas perdas de vidas. Estradas, pontes de grande valor, habitações, engenhos, todas as plantações, fundadas nestes férteis municípios e nos de Tijucas e Tubarão".

E o presidente continua: "Vou abrir a vossos olhos o quadro triste desta desgraça. Na Colônia de Itajaí pereceram nessa inundação três pessoas; em Blumenau, 11; em Luiz Alves, 25; em Tubarão, três, e, finalmente, em Tijucas, uma pessoa, em um total de 42 mortos". A solidariedade brasileira era bem-vinda. Chaves louva os atos de caridade e cita vários doadores, inclusive dom Pedro 2º, sua majestade imperial, e a imperatriz Thereza Christina.

Chegaram doações das províncias vizinhas do Paraná e Rio Grande do Sul. O povo é grandioso, solidário, mas não recebe soluções.

No século 20, as maiores cheias na região do Vale do Itajaí ocorreram em 1957, 1961, 1984 (a grande enchente que atingiu Blumenau) e a de 1987. Em 24 de março de 1974, chuvas intensas de dois dias desceram a serra arrasando Tubarão, no sul de Santa Catarina.

O desmatamento, a ocupação desordenada das encostas, a omissão dos poderes públicos no controle demográfico de regiões de risco, associados à especulação imobiliária, lavouras e plantações desordenadas nos picos dos morros, agravam os eventos.

A comunicação instantânea pode transformar a enchente de 2008 em um triste e grandioso espetáculo que passará para a história como mais uma inundação. Ou será, a continuar a inércia da gestão pública, mais uma histórica enchente?
(Folha de SP, 28/11)


FONTES:
http://papodehomem.com.br/

http://www.jornaldaciencia.org.br/

Meia Amazônia Não

Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que, se aprovado, será um golpe mortal para todas as florestas brasileiras e, em especial, a amazônica. O PL 6424/2005, conhecido com Floresta Zero, reduz a reserva legal da região para 50% e ainda permite compensar, em outros locais, qualquer desmatamento que vá além desse limite.
O Brasil demorou 450 anos para botar no chão praticamente uma floresta inteira, a Mata Atlântica, que se espalhava em 1 milhão de quilômetros quadrados entre o Paraná e o Rio Grande do Norte. Infelizmente, parece que não aprendemos nada dessa lição. A velocidade de destruição da Amazônia é quase dez vezes maior. Em pouco menos de 40 anos, já perdemos para sempre mais de 700 mil quilômetros quadrados de Amazônia – o equivalente a quase três estados de São Paulo. Se o Floresta Zero passar no Congresso, a devastação assumirá um ritmo ainda mais avassalador.

O Floresta Zero incentiva a derrubada da floresta e inocenta milhares de crimes ambientais. A Amazônia ocupa 5% do solo do planeta e abriga a maior biodiversidade do mundo. Somos hoje o quarto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo. Cerca de 70% de nossas emissões são decorrentes do desmatamento e das queimadas.

Destruir a Amazônia provoca um grande impacto econômico e social no país. A chuva que é produzida na Amazônia é importante não apenas para a região. Ela ajuda na geração de energia, na produção de alimentos e no abastecimento de água no centro, sul e sudeste brasileiro. Para os mais de 22 milhões de brasileiros que habitam a Amazônia, o desmatamento nunca trouxe desenvolvimento social. Cerca de 85% dos casos de trabalho escravo do país ocorrem nas áreas desmatadas da Amazônia.

Ao invés de aumentar a proteção do meio ambiente e estabelecer metas para a redução do desmatamento, o Congresso Nacional estará dando as costas para a Amazônia e abrindo as portas para mais destruição. A sociedade brasileira exige um ponto final no desmatamento de nossas florestas, em especial a Amazônia. Seja a favor da floresta. Diga não ao PL 6424/2005.

video

Assinem!!!!

http://www.meiaamazonianao.org.br/

21 novembro, 2008

Orgulho de ser brasileiro.


LEIAM O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA ESCREVEU SOBRE O BRASIL


Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado. Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador. Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos. Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.


Os dados são da Antropos Consulting:


1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

9. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.


Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?


1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários? 5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem? Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato.Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!!

Amazônia nada legal...

Agricultura orgânica X Agricultura convencional


Sua salada depois de dez dias

Muito se fala sobre a maior qualidade nutricional dos alimentos orgânicos em comparação aos cultivados com agrotóxicos. A foto ao lado dá uma idéia do porquê. As fotos que foram feitas dos produtos registraram a fase de decomposição de alimentos orgânicos e os chamados “convencionais”, que receberam agrotóxico. Elas foram tiradas cerca de dez dias depois de os vegetais terem sido envasados para um estudo do Centro de Pesquisa da Fundação Mokiti Okada.

Segundo Fernando Augusto de Souza, coordenador geral do centro de pesquisa, o estudo mostra como os agrotóxicos alteram a estrutura celular dos vegetais, acelerando a sua decomposição em comparação aos orgânicos.

“A foto demonstra como a parede celular, que compõe a planta, é mesmo mais consistente nos produtos orgânicos, que resistem mais tempo. Quando o vegetal cresce com produtos químicos em sua estrutura, a parede celular fica mais frágil e ele resiste menos à ação de fungos e bactérias”, explica Fernando Augusto.

De acordo com Fernando, a rapidez na decomposição dos vegetais convencionais mostra também que há menor quantidade de antioxidantes neles. Esses antioxidantes protegem as plantas dos processos de decomposição. Para os humanos, a ingestão da substância pode ajudar na prevenção de doenças como câncer e Mal de Alzheimer.

FONTE: blogdoplaneta.com/colunaepoca/2007/10/03/

20 novembro, 2008

Futuro nefasto...

Dia da bandeira [19 de novembro, ontem]. Do jeito que a coisa vai, ela vai ter que mudar alguma coisa...

S. O. S. Amazônia

Ponto sem volta para a Amazônia é de 50%, diz estudo

O limite máximo de desmatamento que a Amazônia pode suportar antes de se transformar irreversivelmente numa savana é 50%, segundo um estudo divulgado hoje em Manaus pelo pesquisador Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este é o chamado "ponto sem retorno", ou tipping point, em inglês, a partir do qual a floresta perde a capacidade de se regenerar. Hoje, cerca de 20% do bioma já foi desmatado em toda a América do Sul. Se os atuais 20% de área desmatada chegarem a 50%, a situação se tornará irreversível.

A região mais impactada pela transformação seria a Amazônia Oriental, formada principalmente pelo Pará. "Todo o leste da Amazônia viraria uma savana", disse Sampaio, que apresentou os resultados de sua tese de doutorado na conferência Amazônia em Perspectiva, que reúne os três maiores programas de pesquisa sobre a floresta (conhecidos pelas siglas LBA, Geoma e PPBio). "A floresta se auto-sustenta", explicou o cientista. "A vegetação depende do clima, mas o clima também depende da vegetação. Quando você remove a cobertura vegetal, você muda também o clima, até um ponto crítico em que a floresta não consegue mais voltar ao que era antes."

A porção oeste do bioma permaneceria relativamente imune às alteração, blindada pelos índices pluviométricos mais elevados nas regiões próximas aos Andes. A transformação "sem volta" ocorreria somente nas áreas já desmatadas, segundo Sampaio - apesar de outros cientistas acreditarem que o desmatamento no leste poderá cortar o fluxo de vapor de água para o interior da floresta, no oeste.

A tese de Sampaio é a expansão de um trabalho publicado por ele mesmo e colegas no ano passado, que abrangia apenas a Amazônia Oriental e estimava o ponto sem volta em 40% de desmatamento. O novo modelo é mais completo porque abrange toda a Amazônia na América do Sul e faz o casamento entre as flutuações de clima e vegetação, enquanto o anterior trabalhava apenas com variação de cobertura florestal.

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com

19 novembro, 2008

Gincana de Geografia - resultado 3ª fase

Abaixo o resultado da terceira fase da GIGEO - LINCE.

Tabela de aproveitamento da 3ª fase aqui.

Resultado geral até a 3ª fase:


Campeões da 3ª fase:


Equipe Red Angels: Jorge Lucas, Lucas Santos, Iago Costa, Thiago Cabral. Ausentes na foto: Adrian Vinícius, Felipe Teles e Daniel Santos.

04 novembro, 2008

Eleições norte-americanas: o grande dia.

Dia 04 de novembro de 2008 , o dia em que os EUA pode colocar na sua história o primeiro presidente negro.

Estados Unidos realizam eleição que deve ter presença maciça de eleitores

Ter, 04 Nov, 08h21


Washington, 4 nov (EFE).- Os Estados Unidos votam hoje em uma jornada eleitoral na qual se prevê uma presença às urnas em massa, e na qual o candidato democrata Barack Obama pode se tornar o primeiro presidente negro do país.

Após uma campanha que a sociedade americana viveu mais intensamente que nunca, as últimas pesquisas prevêem a vitória de Obama sobre seu oponente republicano John McCain, com uma diferença de 10 pontos percentuais entre ambos - 53 a 43.

Mais de 130 milhões de eleitores, um número recorde, comparecerão hoje às urnas para participarem de eleições de âmbito federal, estadual e local, prevêem os analistas.

Existe a previsão da participação de muitos eleitores principiantes, sobretudo negros e hispânicos.

Eles elegerão não apenas o presidente do país, um terço dos cem membros do Senado e os 435 representantes da Câmara baixa, mas também as assembléias de muitos estados, vereadores, juízes, chefes de Polícia e outros cargos locais e estaduais, por sua vez se pronunciarão em dezenas de referendos.

A inovadora candidatura presidencial de um homem negro, o democrata Barack Obama, contribuiu para impulsionar a inscrição de novos eleitores, tanto os que querem ajudar a levá-lo à Casa Branca como os que o rejeitam.

O censo eleitoral calcula uma participação de cerca de 153 milhões, quase 75% das aproximadamente 200 milhões de pessoas com direito a voto, e espera-se que o nível de participação alcance dois terços.

Nas últimas convocações presidenciais a participação ficou entre 50% e 55%.

Notícia na íntegra:

http://br.noticias.yahoo.com/

Mega fusão Itaú e Unibanco

Itaú e Unibanco anunciam união e se tornam o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul
Os dois bancos atuam há mais de 60 anos no mercado financeiro

Os bancos Itaú e Unibanco anunciaram nesta segunda-feira a união dos dois grupos financeiros. A negociação cria um conglomerado com valor de mercado que o situa entre as 20 maiores instituições financeiras do mundo e a maior do Hemisfério Sul. Segundo o Itaú, a união é fruto de negociação sigilosa de 15 meses.

Ainda de acordo com os bancos, será criada uma nova controladora (holding) não financeira e o controle do novo banco será compartilhando entre Itaúsa (holding do Itaú) e Unibanco. Até o fim de setembro, Itaú Unibanco holding tinha lucro líquido de R$ 8,1 bilhões e patrimônio líquido de R$ 51,7 bilhões.


Algumas informações sobre a nova instituição:

1- Contará com aproximadamente 4.800 agências e PABs, representando 18% da rede bancária; e 14,5 milhões de clientes de conta corrente, ou 18% do mercado. Em volume de crédito representará 19% do sistema brasileiro; e em total de depósitos, fundos e carteiras administradas atingirá 21%.

2- No mercado de seguros, nasce com uma participação de 17%; e 24% em previdência.

3- As operações Corporate somam mais de R$ 65 bilhões, com atendimento a mais de dois mil grupos econômicos no Brasil.

4- O negócio de Private Bank será o maior da América Latina, com aproximadamente R$ 90 bilhões de ativos sob gestão.

5- As operações de Cartões de Crédito passam a contemplar as empresas Itaucard, Unicard, Hipercard e Redecard.

6- O total de ativos combinado é de mais de R$ 575 bilhões, o maior do Hemisfério Sul.


Confira matéria na íntegra aqui.

Água contaminada por urânio no interior da Bahia

Urânio: análises indicam contaminação de poço

Foi divulgado, nesta terça-feira (4), o resultado das amostras de água colhidas na região da cidade de Caetité, a 757 km de Salvador, onde há suspeita de contaminação do líquido por urânio.

Dos sete poços analisados, um deles apresentou contaminação por urânio acima dos limites permitidos pela resolução do Conama 357/05. Segundo os estudos realizados através de um convênio firmado pelo Governo da Bahia, a água contaminada está em um poço utilizado por cinco famílias do distrito de Juazeiro, no município de Caetité.

Diante desta constatação, os órgãos de meio ambiente e saúde do Governo do Estado decidiram pela suspensão do consumo da água deste poço. Em nota, o Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ) afirmou que o governo providenciou, como solução alternativa, o fornecimento de água através de carro-pipa para as famílias que usam o poço onde a água está contaminada.


Ainda no comunicado, a Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde garantiu a prestação de assistência às vintes pessoas, integrantes das cinco famílias, que utilizam a água.

Este poço não estava dentro da relação dos pontos analisados pela Organização Greenpeace, que divulgou a contaminação por urânio da água de Caetité no dia 16 de outubro.

Na ocasião, o Greenpeace revelou que foram colhidas várias amostras de água utilizada pelas comunidades que vivem na área de influência direta da mina explorada pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

Em duas delas, ficou constatado que a água utilizada para consumo humano apresentava contaminação por urânio muito acima dos índices máximos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Ainda segundo as análises do governo, nos pontos da bacia de acumulação Joaquim Ramiro e no poço de captação de abastecimento do povoado de São Timóteo, foram encontrados traços de urânio insignificantes, em quantidades abaixo do limite de quantificação da metodologia de análise laboratorial e do previsto na resolução Conama 357/05.

Já as análises no poço na localidade de Lourinho (povoado de Juazeiro), na torneira pública (na praça do povoado de Juazeiro), na barragem de Águas Claras e na barragem do povoado de Buracão, não indicaram, preliminarmente, contaminação por urânio.

Segundo o Ingá, ainda não foi possível avaliar o motivo da contaminação em Caetité. Os resultados preliminares não indicam se a contaminação encontrada foi provocada pela atividade de mineração das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) ou se é natural, devido à presença do urânio no solo da região. O Governo do Estado garantiu que todos os poços da região serão monitorados constantemente.

Na próxima sexta-feira (7), às 18h, o Ministério Público Federal vai realizar uma audiência pública, em Caetité, para discutir o assunto com os moradores da região.

FONTE: http://ibahia.globo.com

Que explosão? que bolha?

31 outubro, 2008

Transposição do Rio São Francisco - 6ª série - Colégio Jesus Cristo


Transposição do rio São Francisco: um projeto ambicioso e polêmico

Imaginado pelo imperador D. Pedro II no final do século XIX e estruturado na virada do século XX para o XXI, o Projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco é cercado de polêmica.
O rio São Francisco é um dos maiores e mais importantes do mundo, estende-se por 2.700 quilômetros. Nasce na região Sudeste, cruza a Centro-Oeste e vai até a Nordeste. Após cruzar três estados, ele desemboca no mar na divisa entre Sergipe e Alagoas. Por isso, o rio ostenta o título de Rio da Integração Nacional e é chamado carinhosamente de “Velho Chico”.

Ao longo de sua extensão, o São Francisco recebe a água de 168 rios afluentes, dos quais 90 são perenes, ou seja, permanentes e os 78 restantes podem secar em períodos de estio. Seu fluxo é interrompido por duas barragens para geração de eletricidade, a de Sobradinho, que garante a fluência do rio mesmo no período da seca, e a represa de Itaparica, ambas na divisa entre a Bahia e Pernambuco. Atualmente, 95% das águas do rio desembocam no mar e apenas 5% são usadas pelas populações beneficiadas, em cidades ou na irrigação. Basicamente, o governo pretende aumentar o uso da água para benefício da população. O projeto prevê retirar água justamente nas duas represas e levar essa água para duas outras bacias de rios menores, mas também importantes: a do rio Paraíba (a leste) e a dos rios Jaguaribe, Apodi e Piranhas-Açu (ao norte).


Um projeto para 20 anos

O Projeto de Transposição do Rio São Francisco já foi feito e refeito ao longo de várias décadas, mas foi ampliado no atual governo, após um planejamento conjunto entre 12 ministérios.

Basicamente, trata-se da construção de dois imensos canais de ligação do São Francisco com as bacias menores e seus açudes e, depois, a construção de futuras adutoras (por canos).

O projeto da ligação do São Francisco com outros rios menores da região semi-árida do Nordeste foi concebido há mais de um século. Seu início ainda conta com resistência de ambientalistas e da população que temem a morte do “Velho Chico”, o maior e mais importante rio da região. Apesar disso, a transposição do Rio São Francisco tem como objetivo garantir água às populações dessa região e também desenvolvimento agrícola, comercial e industrial.

O prazo previsto é de 20 anos, a um custo final estimado de R$ 4,5 bilhões. Pelo planejado, ele beneficiará diretamente 60 cidades, somando as que já recebiam alguma água e as que não recebiam nenhuma, e uma população de 12 milhões de nordestinos.

Como cada litro de água pesa um quilo, para as adutoras será preciso construir estações de bombeamento e de elevação para vencer montanhas e desníveis de terreno de até 500 metros.

Junto com a interligação de bacias, será também executado um Projeto de Recuperação do Rio São Francisco e seus afluentes, muitos deles assoreados como conseqüência do desmatamento e da agricultura.

A revitalização do rio é uma reivindicação antiga e permanente dos que se preocupam com o rio.


O projeto ameaça o rio e os que dependem dele?

Transpor e interligar as bacias desses rios parece lógico e muito promissor, mas o projeto gerou e ainda gera polêmicas e críticas daqueles que temem danos sociais e ambientais em razão de variáveis não-previstas.

Ambientalistas, geógrafos, biólogos, assistentes sociais e padres se perguntam: qual será o impacto disso para as espécies que hoje vivem nesse rio ou nos rios que receberão a água?

Se houver diminuição das espécies de peixe, o que acontecerá com as populações que dependem deles? A retirada da água pode comprometer a vazão do rio a jusante (ou seja, nas áreas mais próximas da foz)? Se água sumir em áreas onde ela é abundante, o que acontecerá aos que dependem dela?

O ministério da Integração Nacional, que cuida do projeto, diz que sua revisão e detalhamento foi mais cuidadosa, o que garantirá resultados melhores, e que o volume de água a ser usado é inferior a 1% do que o rio despeja no mar.

Apesar de ser uma das prioridades do atual governo, o projeto deveria ter sido iniciado em 2005 mas foi adiado para este ano.

Fontes:
Ministério da Integração Nacional: http://www.integracao.gov.br

Conselho Indigenista Missionário: http:// www.cimi.org.br


Retirado de: http://www.moderna.com.br/moderna/didaticos/projeto/2006/1/rio/



Desmatamento da Amazônia II

Desmatamento da Amazônia - 5ª série Colégio Jesus Cristo


Dado sobre desmatamento não é 'índice de inflação', adverte Inpe

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

A imprensa brasileira está divulgando os dados mensais sobre desmatamento da Amazônia como se fosse índice de inflação, disse Dalton Valeriano, coordenador do programa de monitoramento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

"E não é esse o caso. Numa escala um pouco maior, você ainda pode até pensar em comparar um ano com outro, mas a gente tem percebido que os dados têm variado de um ano para outro. Precisaria de uma temporada de uns dez anos pra ter uma base de comparação. No momento, a gente vê tudo como uma ferramenta para fiscalização", explicou o biólogo, depois de participar de um evento sobre meio ambiente realizado em Brasília (DF).

Valeriano defende que os dados do monitoramento sejam divulgados em conjunto com outras informações, para dar uma visão mais completa da situação na Amazônia. "O quanto foi observado, o quanto foi verificado (pela fiscalização), o quanto era realmente desmatamento ilegal, quantos foram autuados e quanto dessa autuação resultou em punição", enumerou o coordenador, que espera que o novo formato de divulgação de informações passe a funcionar já no ano que vem.

Ele alerta para o afunilamento que ocorre desde o monitoramento até a punição aos desmatamentos ilegais. "A gente percebe que existe um decaimento muito grande. De centenas de ilícitos, o pessoal de fiscalização consegue verificar alguns. Alguns poucos viram autuação de fato; algumas autuações são aceitas pela Justiça e alguns desses processos viram punição. Só 0,5% do que foi autuado chega lá na ponta. Por isso a discussão tem que migrar de um ponto de vista quantitativo, de aumentou, diminuiu (o desmatamento) para uma discussão mais séria sobre a eficiência desse sistema fiscalizatório. Senão, a gente está só brincando".

Nuvens

Esta semana, o Inpe divulgou uma queda de 22,3% no desmatamento em setembro, em comparação com o mês de agosto. A área desmatada em setembro ficou em 587 km2. O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) considerou a queda expressiva, por ter sido verificada em um mês de estiagem, quando o número de queimadas costuma aumentar.

A última divulgação mensal deverá ocorrer em novembro, com dados relativos ao mês de outubro. A partir daí, as informações serão reunidas trimestralmente. Isso vai ocorrer por causa da dificuldade de observar a região, por causa do aumento de nuvens no período de chuvas.

"A gente vai entrar em uma fase baixíssima de observação até maio do ano que vem, por conta disso. E temos observado que as ações de desmatamento estão se deslocando para o período chuvoso, quando sabem que não estaremos observando", disse o coordenador nesta sexta-feira ao público que acompanhou a Eco2008, em Brasília.

Por conta da dificuldade em visualizar a região, é provável que haja uma queda nos índices, que não corresponderia à realidade. "Não se pode perceber isso como uma redução ou então, quando chegar o período em que começa a abrir (o tempo), ver isso como um aumento do desmatamento", alertou.

Para melhorar a captação de imagens, o Brasil planeja contar com satélites mais modernos. O projeto do Amazon 1, com resolução de 40 metros, é uma das grandes apostas do país. Atualmente, segundo o coordenador, trabalha-se com uma resolução de 250 metros, que impede a verificação de áreas menores de desmatamento. "Vemos apenas quando o fato já está instalado e assim fica muito mais difícil tomar uma atitude de prevenção".

Outro plano do Inpe é montar uma central em Belém (PA), que ficaria responsável pelo monitoramento da Amazônia. O instituto está instalado em São José dos Campos (SP). "Aos poucos, os programas todos vão ser transferidos para lá. E talvez o Inpe comece a desenvolver operações em outros biomas, como o cerrado", antecipou Valeriano.

FONTE: http://noticias.uol.com.br
Foto: ocaosambiental.blogspot.com/

Obama na forca

Homens são presos por pendurar boneco de Obama em árvore

INDIANAPOLIS (IN) - Nesses últimos dias antes da eleição, a tensão racial pode aumentar consideravelmente em algumas regiões do país. Ontem dois homens foram presos no Kentucky, região sul dos EUA, acusados de pendurar um boneco de Obama em tamanho real em uma árvore no campus da Universidade do Kentucky.

Os homens, sendo que um é estudante da universidade, foram acusados de conduta desordeira e arrombamento e roubo de um centro acadêmico. Eles não foram acusados por racismo ou crime racial. O reitor da universidade, Lee T. Todd Jr., afirmou estar “pessoalmente ofendido pelo episódio nojento”. Ele também se desculpou, em nome da universidade, ao senador Barack Obama.O manequim usado tinha a máscara de Obama vendida para o Halloween e vestia traje social. O boneco foi pendurado por uma corda com um nó de forca no pescoço.

Também nesta semana de Halloween, uma boneca de Sarah Palin foi pendurada em uma casa na Califórnia, mas, segundo a polícia, ninguém foi preso porque a manequim fazia parte da decoração de Halloween da casa.

O que preocupa no caso do “enforcamento” de Obama no Kentucky é que o Estado, que fica no sul dos EUA, tem raízes escravocratas e um longo histórico de racismo. No Kentucky, o grupo de supremacia branca Klu Klux Klan ainda tem ramificações, com dois grupos bem organizados.

Uma das “assinaturas” da KKK era pendurar forcas em árvores e queimar cruzes nos jardins das casas dos negros e das pessoas que empregavam negros nas cidades dominadas pelo grupo. Além disso, em diversos casos a ação da KKK partia do “protesto simbólico” e passava para as vias de fato, com vários negros enforcados pelo sul do país.

Para quem entende inglês, vale a leitura do artigo “Forcas são mais que apenas brincadeiras”, no blog “Brotherpeacemaker“.

FONTE: http://colunistas.ig.com.br

30 outubro, 2008

Saramago sobre a crise capitalista

LISBOA (AFP) - O escritor português José Saramago, ao analisar a atual crise do sistema capitalista, afirmou nesta segunda-feira que Karl Marx "nunca teve tanta razão".

O escritor formulou esta declaração em uma entrevista coletiva sobre o lançamento do filme "Ensaio sobre a Cegueira", de Fernando Meirelles, em Lisboa.

"Onde estava todo esse dinheiro (desbloqueado para resgatar os bancos)? Estava muito bem guardado. Logo apareceu, de repente, para salvar o quê? vidas? Não, os bancos", declarou o prêmio Nobel de Literatura de 1998.

"Marx nunca teve tanta razão como agora", ressaltou José Saramago, acrescentando que "as piores conseqüências ainda não se manifestaram".

Ao ser ouvido sobre o vínculo entre o tema de seu romance e a crise financeira, o escritor respondeu que "sempre estamos mais ou menos cegos, sobretudo, para o fundamental".

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/

Plano de negócios - 8º ano Gabriel

Olá meninos, no link abaixo, o modelo do plano de negócios para o trabalho de Geografia!

http://www.mediafire.com/


Bom trabalho!

E de novo a terra tremeu...

QUETTA (AFP) - Pelo menos 215 pessoas morreram no terremoto que sacudiu na quarta-feira a região sudoeste do Paquistão, e o balanço pode aumentar, informaram as autoridades locais.

"O total à noite era de 215 mortos. Este número pode aumentar, já que famílias inteiras desapareceram", declarou à AFP Zamarak Khan, ministro da província de Baluquistão.

Khan acrescentou que o balanço se agravou depois do segundo tremor, que afetou a região na tarde de quarta-feira, 12 horas depois do primeiro terremoto.

O tremor devastou a região de Ziarat, uma pequena cidade situada nas montanhas do Baluquistão, 50 km ao leste de Quetta, a capital provincial.

Muitos habitantes dos povoados afetados se viram obrigados a dormir ao relento, num clima glacial, temendo a ocorrência de novos tremores.

O Exército paquistanês e as organizações internacionais estão se mobilizando para fazer chegar ajuda aos flagelados.

Mas alguns povoados, como o distante Kan Bangla, se queixam de não ter recebido ainda qualquer ajuda.

Segundo as autoridades, a ajuda chega lentamente devido ao fato de as estradas da região terem sido muito danificadas com o tremor.

De acordo com diversas estimativas das autoridades locais, de 6.000 a 10.000 pessoas perderam as casas nesta região de 50.000 habitantes.

Estados Unidos, Canadá e Índia se declararam dispostos a enviar ajuda e a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou ter enviado um carregamento de material humanitário com caráter de emergência.

Mas, como ocorreu com o terremoto de outubro de 2005 no norte do país, que deixou 74.000 mortos e 3,5 milhões de desabrigados, os primeiros a chegar ao local da tragédia foram as organizações islamitas, algumas vinculadas a grupos insurgentes, como o Jamaat-ud-Dawa, que figura na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos.

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com


Novas imagens do espaço


O telescópio espacial Hubble conseguiu transmitir imagens de um conjunto de galáxias chamado Arp 147, após a ativação de seu sistema auxiliar, chamado lado B, por causa de uma avaria no computador principal. Foto:/AFP

Matéria completa aqui.

23 outubro, 2008

Conflito árabe-israelense

O moderno estado de Israel está situado em um território que já foi conquistado por muitos povos: assírios, babilônios, persas, gregos, romanos, árabes muçulmanos e turcos otomanos. O país, localizado na costa oriental do Mar Mediterrâneo, é conhecido como a Terra Santa. Para os judeus, a terra é santa porque lhes foi prometida por Deus; para os cristãos, porque Jesus, sendo judeu, nasceu e viveu lá; para os muçulmanos, porque Jerusalém é o local da subida do profeta Maomé aos Céus.

Em 1948, o estado de Israel foi estabelecido e, desde então, esteve envolvido em guerras e conflitos com seus vizinhos árabes.

Origem e o histórico do conflito árabe-israelense.
Acima de tudo uma questão geográfica.

O laço judeu à Terra de Israel data de mais de 3.700 anos. De acordo com a Bíblia, Deus prometeu que os descendentes do patriarca Abraão herdariam a terra. O Livro Sagrado revela que o povo judeu foi escravizado no Egito, até que Deus o libertou. Após sua libertação do Egito, o povo judeu foi liderado por Moisés - o maior profeta da história judaica - e levado à Terra de Israel. No entanto, foi Josué, sob o comando de Deus, que conquistou a Terra, iniciando assim a formação do primeiro estado judeu.

A nação judaica formou a sua primeira monarquia constitucional por volta do ano 1000 A.C. O segundo rei dos judeus, Davi, estabeleceu Jerusalém como a capital do país e seu filho Salomão liderou a construção do Templo Sagrado de Jerusalém.

No ano 70 D.C., os romanos destruíram o Templo Sagrado. Tudo o que restou de pé até hoje foi sua Muralha Ocidental, conhecido por todos como Muro das Lamentações, considerado pelo judaísmo como o local mais sagrado do mundo. Sendo assim, pessoas de vários países, judeus e não-judeus, visitam o Muro em Jerusalém. Elas escrevem bilhetes com pedidos pessoais a Deus e os colocam entre suas pedras.

Além de destruir o Templo Sagrado de Jerusalém, os romanos expulsaram os judeus de sua terra, dando início à diáspora, que significa a dispersão dos judeus para outros países do mundo. Contudo, apesar de terem sido conquistados pelos romanos, muitos judeus continuaram a viver na Terra de Israel.

Por volta do século IX, comunidades judaicas foram restabelecidas em Jerusalém e Tibérias. No século XI, a população judaica crescia nas cidades de Rafah, Gaza, Ashkelon, Jaffa e Caesarea. Durante o século XII, muitos judeus que viviam na Terra Prometida foram massacrados pelas Cruzadas, mas nos séculos seguintes, a imigração para a Terra de Israel continuou. Mais comunidades religiosas judaicas estavam se fixando em Jerusalém e em outras cidades.

Um dos pontos fundamentais da fé judaica é que todo o povo será liderado de volta à Terra de Israel e que o Templo Sagrado será restabelecido. Muitos judeus acreditam que o Messias, que será enviado por Deus, irá liderar o retorno de todo o povo judeu à Terra de Israel.

Contudo, muitos judeus acreditavam que eles próprios deveriam iniciar seu retorno à sua terra histórica. A idéia de estabelecer um estado judeu moderno começou a ganhar grande popularidade no século XIX na Europa. Um jornalista austríaco chamado Theodor Herzl levou adiante a idéia do sionismo, definido como o movimento nacional de libertação do povo judeu. O sionismo afirma que o povo judeu tem direito ao seu próprio estado, soberano e independente.

No final do século XIX, o aparecimento do anti-semitismo, o preconceito e ódio contra judeus, levou ao surgimento de pogroms – massacres organizados de judeus – na Rússia e na Europa Oriental. Esta violência notória contra judeus europeus ocasionou imigrações maciças para a Terra de Israel. Em 1914, o número de imigrantes vindos da Rússia para a Terra de Israel já alcançava os 100.000. Simultaneamente, muitos judeus vindos do Iêmen, Marrocos, Iraque e Turquia imigraram para a Terra de Israel. Quando os judeus começaram, em 1882, a imigrar para seu antigo território em grande escala, viviam por lá menos de 250.000 árabes.


O povo judeu baseia suas reivindicações pela Terra de Israel em diversos fatores:

1. A Terra de Israel foi prometida por Deus aos judeus. Esta é a antiga terra dos patriarcas e profetas bíblicos. Na Bíblia, inúmeras passagens citam Israel e Jerusalém como sagrados ao povo judeu e as principais orações judaicas falam sobre o retorno do povo à sua cidade sagrada. As orações judaicas são feitas em direção a Jerusalém. Durante as festas judaicas, as orações são encerradas recitando a frase “ano que vem em Jerusalém”.

2. Desde que os judeus foram exilados pelos romanos, a Terra de Israel nunca foi estabelecida como um estado. A região foi colonizada por diversos impérios, mas nunca voltou a ser um estado soberano. Foram imigrantes judeus que desenvolveram a agricultura e construíram cidades para restabelecer um estado no seu lar histórico.

3. O estado de Israel foi criado pelas Nações Unidas em 1947. É um estado democrático, moderno e soberano.

4. Toda a Terra de Israel foi comprada pelos judeus ou conquistada por Israel em guerras de defesa, após o país ter sido atacado por seus vizinhos árabes.

5. Os árabes controlam 99.9% do território no Oriente Médio. Israel representa apenas um décimo de 1 % da região.

6. A história demonstrou que a segurança do povo judeu apenas pode ser garantida através da existência de um estado judeu forte e soberano.

Acredita-se que o termo “Palestina” (Palestine) origina dos filisteus (Philistines), um povo egeu que, no século XII A .C., se estabeleceu ao longo da planície costeira do Mediterrâneo, conhecida hoje como a Faixa de Gaza. No século II, após derrotar o antigo estado de Israel, os romanos deram o nome de Palestina à terra, numa tentativa de humilhar os judeus e minimizar sua identificação com a Terra de Israel.

Em 638, a conquista árabe da Terra de Israel deu início a 1.300 anos de presença muçulmana em Israel. Porém, o país nunca foi exclusivamente árabe. Após as invasões muçulmanas do século VII, o árabe tornou-se gradualmente a língua da maioria da população da região. Apesar do controle muçulmano, nenhum estado árabe independente chegou a ser estabelecido na Terra de Israel.

A cidade de Jerusalém é considerada a terceira mais sagrada na religião islâmica (as primeiras são Meca e Medina). Acredita-se que Jerusalém seja o local onde o maior profeta islâmico, Maomé, subiu aos Céus. A mesquita al-Aqsa, onde o Domo da Rocha foi futuramente construído, marca este ponto, que é sagrado para os muçulmanos.

Enquanto os muçulmanos dominavam a região, cristãos e judeus viviam em paz, já que eram considerados os Povos do Livro. Cristãos e judeus tinham controle autônomo em suas comunidades e eram permitidos a praticar as suas religiões com liberdade e segurança. Tal tolerância religiosa demonstrada pelo povo muçulmano é rara na história do homem.

Em 1517, os turcos otomanos da Ásia Menor conquistaram a região e, com poucas interrupções, governaram Israel, então chamada de Palestina, até o inverno de 1917-18. O país foi dividido em diversos distritos, dentre eles, Jerusalém. A administração dos distritos foi cedida em grande parte aos árabes palestinos. As comunidades cristãs e judaicas, porém, receberam grande autonomia. A Palestina compartilhou a glória do Império Otomano durante o século XVI, mas foi negligenciada quando o império começou entrar em declínio no século XVII.

Em 1882, menos de 250.000 árabes viviam no local. Uma parte significante da Terra de Israel pertencia aos senhores, que viviam no Cairo, Damasco e Beirute. Por volta de 80% dos árabes palestinos eram camponeses, nômades ou beduínos.

Em 1917-18, com apoio dos árabes, os britânicos capturaram a Palestina dos turcos otomanos. Na época, os árabes palestinos não se imaginavam tendo uma identidade separada. Eles se consideravam parte de uma Síria árabe. O nacionalismo árabe palestino é, em grande parte, um fenômeno do pós Primeira Guerra Mundial.

Em 1921, o Secretário Colonial Winston Churchill separou quase quatro-quintos da Palestina – aproximadamente 35.000 milhas quadradas - para criar um emirado árabe, a Transjordânia, conhecida hoje como Jordânia. Este país, que é uma monarquia árabe, é em sua maioria composto por palestinos que hoje representam aproximadamente 70% da população.

Em 1939, os britânicos anunciaram o White Paper (Carta Branca), um documento relatando que um estado árabe independente e não dividido seria estabelecido na Terra de Israel (chamada de Palestina) dentro de 10 anos. O nacionalismo árabe cresceu com a promessa de um estado forte. Mas, como discutiremos futuramente, os britânicos não foram capazes de manter sua promessa aos árabes. Em vez disso, em 1947, as Nações Unidas decidiram dividir a Terra de Israel em dois estados: um judeu e outro árabe. Em 1948, foi estabelecido o estado de Israel. Quando seus vizinhos árabes atacaram o novo estado judeu, teve início a primeira guerra árabe-israelense. Durante o estabelecimento do estado de Israel e durante a primeira guerra entre árabes e israelenses, mais da metade dos árabes que viviam na Terra de Israel fugiram, dando início ao problema ainda hoje vigente de refugiados palestinos, que discutiremos nos próximos artigos.

O povo palestino baseia suas reivindicações pela Terra de Israel em diversos fatores:

1. Os árabes muçulmanos viveram no local por muitos anos.

2. O povo palestino tem o direito à independência nacional e à soberania sobre a terra onde viveram.

3. Jerusalém é a terceira cidade sagrada na religião muçulmana, local de elevação do profeta Maomé aos Céus.

4. O Oriente Médio é dominado por árabes. Outras religiões ou nacionalidades não pertencem à região.

5. Todos os territórios árabes que foram colonizados tornaram-se estados completamente independentes, exceto a Palestina.

6. Os palestinos tornaram-se refugiados. Outros países árabes nunca os aceitaram completamente e eles vivem freqüentemente em campos para refugiados tomados pela pobreza.

FONTE: http://www.10emtudo.com.br/

22 outubro, 2008

Tentando driblar a crise

GIGEO - Classificação geral

RESULTADO 2ª FASE GIGEO - LINCE

A seguir o resultado da 2ª fase da GIGEO - premiação desta fase na próxima terça, dia 28/10.

Tabela de aproveitamento aqui.

Campeões:



Yanah Sacha [ausente na foto], Rodolfo Vitório, Thaís Souza, Thaís Adriane, Lucas Calheiros, Tácio Souza e Vinícius Ferreira.

E a crise continua...

Ibovespa cai 10% e volta a nível de setembro de 2006

Em mais uma sessão de forte pessimismo com a perspectiva para a economia global, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em baixa de 10,18%, aos 35.069,73 pontos. Este é o menor nível do índice desde 25 de setembro de 2006 (quando encerrou aos 34.972,74 pontos).

Quando o Ibovespa atingiu queda de 10%, às 17h18, a Bolsa voltou a acionar o circuit breaker. Foi a quarta sessão este mês e a quinta este ano em que o mecanismo precisou ser utilizado. Por ocorrer na última hora de pregão, a Bovespa prorrogou o horário do fechamento para as 18h18, a fim de garantir um período final de 30 minutos corridos, como exige o regulamento da Bolsa. Durante a jornada, as operações locais seguiram a direção dada pelos mercados globais, após nova rodada de resultados corporativos fracos enfatizar os riscos do potencial desaquecimento mundial para vários setores

O dia foi todo de queda: na máxima, o Ibovespa alcançou 39.043 pontos, estável. Na mínima, recuou 10,28%, aos 35.028 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 4,428 bilhões. No mês, o declínio alcança 29,21% e no ano, 45,11%.

Leia a notícia na íntegra aqui.

Entenda como a crise econômica afeta o Brasil clicando aqui.

21 outubro, 2008

Blocos econômicos - LINCE

Com a economia mundial globalizada, a tendência comercial é a formação de blocos econômicos. Estes são criados com a finalidade de facilitar o comércio entre os países membros. Adotam redução ou isenção de impostos ou de tarifas alfandegárias e buscam soluções em comum para problemas comerciais.

Em tese, o comércio entre os países constituintes de um bloco econômico aumenta e gera crescimento econômico para os países. Geralmente estes blocos são formados por países vizinhos ou que possuam afinidades culturais ou comerciais. Esta é a nova tendência mundial, pois cada vez mais o comércio entre blocos econômicos cresce. Economistas afirmam que ficar de fora de um bloco econômico é viver isolado do mundo comercial.

Os blocos econômicos classificam-se em zona de livre comércio, união aduaneira, mercado comum e união econômica e monetária. Na zona de livre comércio, há redução ou a eliminação das taxas alfandegárias que incidem sobre a troca de mercadorias dentro do bloco. A união aduaneira, além de abrir mercados inteiros, regulamenta o comércio dos países-membros com nações externas ao bloco. Já o mercado comum garante a livre circulação de pessoas, serviços e capitais.

O primeiro bloco surge na Europa em 1957, com a criação da Comunidade Econômica Européia (CEE), atual União Européia (UE). Mas a tendência de regionalização da economia só se fortalece nos anos 90, com o fim da Guerra Fria. Na América se destacam o Nafta, o Mercosul e, em menor grau, o Pacto Andino e o Caricom; na Europa, a UE e a Comunidade dos Estados Independentes (CEI); na África há o SADC; na Ásia, o Asean e o o bloco transcontinental Apec, que reúne países da América e da Ásia.

Os blocos mais conhecidos:

UE - União Européia: Tem sua origem em 1957 na antiga CEE - Comunidade Econômica Européia. Em 1991 é aprovado em Maastricht (Holanda) o Tratado da União Européia, em 1992 consolida-se o Mercado Comum Europeu, com a eliminação de barreiras alfandegárias entre os países membros. O tratado da União Européia, já composto de dois outros, o da União Política e o da União Monetária e Econômica, que estabelece a criação de uma moeda única, entra em vigor em 1993, com a participação de 15 países, tornando-se o segundo maior bloco econômico do planeta, com uma população de 374 milhões de habitantes e um PIB de 8 trilhões de dólares. Em janeiro de 2007 com a entrada da Romênia e Bulgária a UE passa a ter 27 integrantes. Com essa nova configuração a União Européia passa a contar com uma população de quase 500 milhões de pessoas, 20 línguas oficiais, o PIB (Produto Interno Bruto) em 2004 de aproximadamente 12,6 trilhões de dólares, superior ao PIB americano (11,5 trilhões de dólares), tornando-se o maior bloco econômico do planeta.

NAFTA - North American Free Trade Agreement: O Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) é um instrumento de integração das economias dos EUA, do Canadá e do México, Iniciado em 1988 por norte-americanos e canadenses, o bloco recebe a adesão dos mexicanos em 1993. Com ele, consolida-se o intenso comércio regional da América do Norte. O Nafta entra em vigor em janeiro de 1994, com um prazo de 15 anos para a total eliminação das barreiras alfandegárias entre os três países membros, Canadá, EUA e México.

MERCOSUL - Mercado Comum do Sul: Criado em 1991. Em 1995, instala-se uma zona de livre comércio, situação em que cerca de 90% das mercadorias fabricadas nos países membros podem ser comercializadas internamente sem tarifas de importação. O Mercosul cuja estrutura física e administrativa esta sediada em Montevidéu, tem um mercado potencial de 220 milhões de consumidores e um PIB de 1,1 trilhão de dólares. Deve-se considerar também que, no decorrer do século 21, a água será um elemento estratégico essencial, e neste caso é importante destacar que dentro do Mercosul estão as duas maiores bacias hidrográficas do planeta: a do Prata e a da Amazônia. O Mercosul tem como atuais membros Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela.

PACTO ANDINO
Outro bloco econômico da América do Sul é formado por : Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Foi criado no ano de 1969 para integrar economicamente os países membros. As relações comerciais entre os países membros chegam a valores importantes, embora os Estados Unidos sejam o principal parceiro econômico do bloco.


APEC
A APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation, traduzido, Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) é um bloco que engloba economias asiáticas, americanas e da Oceania. Sua formação deveu-se à crescente interdependência das economias da região da Ásia-Pacífico. Foi criada em 1989, inicialmente apenas como um fórum de discussão entre países da ASEAN (Association of the SouthEast Asian Nations) e alguns parceiros econômicos da região do Pacífico, se tornando um bloco econômico apenas em 1993, na Conferência de Seattle, quando os países se comprometeram a transformar o Pacífico numa área de livre comércio.

A APEC tem hoje 21 membros, que são: Austrália; Brunei; Canadá; Chile; China; Hong Kong; Indonésia; Japão; Coréia do Sul; Malásia; México; Nova Zelândia; Papua-Nova Guiné; Peru; Filipinas; Rússia; Cingapura; Taiwan; Tailândia; Estados Unidos da América; Vietname.

O principal objetivo do bloco é reduzir taxas e barreiras alfandegárias da região Pacífico-asiática, promovendo assim o desenvolvimento da economia da região.

CARICOM - O Mercado Comum e Comunidade do Caribe (Caricom), criado em 1973, é um bloco de cooperação econômica e política formado por 14 países e quatro territórios. Em 1998, Cuba foi admitida como observadora. O bloco marca para 1999 o início do livre comércio entre seus integrantes.
Membros - Barbados, Guiana, Jamaica, Trinidad e Tobago (1973); Antígua e barbuda, Belize, Dominica, Granada, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Névis (1974); Suriname (1995); Bahamas torna-se membro em 1983, mas não participa do mercado comum. O Haiti é admitido em julho de 1997, porém suas condições de acesso ainda não foram concluídas. Territórios: Montserrat (1974); ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Turks e Caicos (1991); Anguilla (1999).

CEI - A Comunidade dos estados Independentes (CEI) é uma organização criada em 1991 que reúne 12 das 15 repúblicas que formavam a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Ficam de fora apenas três países bálticos: Estônia, Letônia e Lituânia. Organiza-se em uma confederação de Estados, que preserva a soberania de cada um. A comunidade prevê a centralização das Forças Armadas e o uso de uma moeda comum: o rublo.

Membros - Armênia, Belarus, Cazaquistão, Federação Russa, Moldávia, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia, Uzbequistão (1991); Georgia, Azerbaijão (1993).

SADC - A Comunidade da África Meridional para o Desenvolvimento (SADC) é estabelecida em 1992 para incentivar as relações comerciais entre seus 14 países-membros, com o objetivo de criar um mercado comum e também promover esforços para estabelecer a paz e a segurança na conturbada região. Membros: Angola, África do Sul, Botsuana, Lesoto, Malauí, Maurício, Moçambique, Namíbia, República Democrática do Congo, Seicheles, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue.

ALCA: A Área de Livre Comércio das Américas (Alca) surge em 1994 com o objetivo de eliminar as barreiras alfandegárias entre os 34 países americanos, exceto Cuba. As negociações para consolidação da Alca estão congeladas, pois, entre os seus objetivos não revelados, um era minimizar a influência do Brasil no Mercosul, essa influência não aconteceu.


FONTES:
http://br.geocities.com/sousaraujo/3_ano/3a_12_blocos.htm
wikipedia