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15 setembro, 2009

Lixo e energia

Proposta prevê uso de lixo doméstico para gerar energia

A iniciativa de se gerar energia a partir do aproveitamento do lixo doméstico está mais próxima de virar realidade no Brasil. Segundo executivos de empresas e entidades que compõem a cadeia do plástico, o tema ganhou força nos últimos meses, com a discussão sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e poderá ter resultados práticos ainda no começo de 2010. A tecnologia, existente na América do Norte, Europa e Ásia, é baseada na utilização do lixo e no poder calorífico das sacolas plásticas e já está em análise por companhias como a Petrobras e as petroquímicas Braskem e Quattor.

Diante do apelo socioambiental da proposta de geração energética a partir de produtos desperdiçados pela população, o tema é tratado como o futuro da cadeia do plástico. Em suma, a construção de usinas abastecidas por lixo doméstico poderia colocar fim à polêmica sobre os efeitos do uso das sacolas plásticas para o meio ambiente. A contrapartida é o alto custo de construção de uma unidade que atenda demandas em larga escala. Segundo estimativas da Braskem, uma usina com capacidade para abastecer 1 milhão de pessoas demandaria investimentos de aproximadamente US$ 250 milhões.

A petroquímica nacional é uma das companhias do setor envolvidas no projeto de tornar o investimento viável. "Estamos analisando alternativas tecnológicas para a solução energética (do uso do lixo e das sacolas plásticas), que não pelo tradicional sistema de queima", revelou o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, Jorge Soto, sem dar mais detalhes sobre o tema. Entre as opções analisadas estão as tecnologias aplicadas em grandes projetos localizados no Japão, nos Estados Unidos e em países europeus, assim como novas tecnologias em análises nessas regiões.

O poder calorífico da sacola plástica, segundo o presidente da Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo, é equivalente ao do óleo diesel. Por isso, descobrir uma rota que torne o investimento viável poderia revolucionar a destinação do plástico e a geração de energia no País. "Estudos mostram que uma cidade de 180 mil habitantes gera lixo capaz de produzir energia para aproximadamente 56 mil habitantes", afirmou o executivo, durante evento no qual apresentou campanha publicitária assinada pela agência W/ e que terá como foco mostrar à população a importância do uso consciente das sacolas plásticas.

Para viabilizar o projeto de geração de energia a partir do lixo, a Plastivida assinou no início do mês passado um acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza e Resíduos Especiais (Abrelpe) para promover a reciclagem energética dos resíduos sólidos no Brasil. Ao mesmo tempo, intensificou as conversações com parlamentares para incluir o tema na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Enquanto aguarda o avanço das conversações em esfera nacional, a Plastivida vê com bons olhos o interesse do Estado de São Paulo na iniciativa. "Incluímos a reciclagem energética na lei estadual de resíduos sólidos e, há um mês, em evento na Fiesp, ouvi da secretária Dilma Pena que São Paulo vai investir na instalação de usinas de reciclagem", afirmou Assis, referindo-se a um discurso da secretária de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo em encontro no Conselho Superior de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Ao contrário do Brasil, que ainda analisa a viabilidade da construção da primeira usina de reciclagem em larga escala, outros países como Japão e Alemanha têm parte significativa do lixo destinado à geração energética. Segundo levantamento da Plastivida há mais de 850 usinas de reciclagem energética ao redor do mundo. No Brasil a única unidade - ainda em escala piloto - a apresentar números significativos é a Usinaverde, um projeto instalado no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão.

De acordo com Soto, da Braskem, em países onde o sistema de reciclagem do plástico é mais desenvolvido, é possível que aproximadamente 30% do plástico gerado seja aproveitado em iniciativas de reciclagem mecânica. Para ampliar o porcentual de reutilização, a alternativa existente é a produção de energia, como já acontece no Japão, onde aproximadamente 80% do lixo é tratado dessa maneira, ressaltou Assis, da Plastivida.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/

10 junho, 2009

Lixo eletrônico

O crescimento da população mundial e o inchaço urbano já há tempos vem aumentando a geração de resíduos sólidos que, em grande parte, são jogados em aterros sem ter o tratamento adequado. Junte a isso uma crescente produção tecnológica e bum, mais lixo! Agora eletrônico, que, para piorar a situação, não pode ser descartado em lixo comum.

Lugar de aparelho velho não é no lixo comum
Por Felipe Serrano

Na hora de aposentar um eletrônico, não custa avisar. Aparelhos antigos como computadores, celulares, televisores, DVDs, monitores, etc. nunca devem ser jogados no lixo comum.

Ainda que sejam levados para aterros sanitários, os componentes desses equipamentos contêm metais que podem contaminar o solo e chegar a aquíferos e rios. Além disso, pessoas que manejam o lixo podem sofrer acidentes graves se forem expostas aos químicos presentes nos aparelhos.

Os maiores fabricantes de eletrônicos têm programas para receber equipamentos usados e destiná-los a empresas especializadas na reciclagem desse tipo de produto. Se você tiver de descartar um computador sem marca, outra forma é destiná-lo a organizações não-governamentais que fazem uma reforma e reutilizam esses produtos. O Comitê pela Democratização da Informática (CDI) é a principal ONG do tipo, que tem escritórios por todo o País.

Revender o equipamento quebrado para lojas de informática, empresas de reciclagem desconhecidas ou até mesmo ferros-velhos não são opções ambientalmente seguras. Existe o risco de a empresa reciclar apenas as peças úteis e jogar as partes que não dão lucro no lixo comum.

Lixo eletrônico - O lixo eletrônico - materiais de equipamentos tecnológicos obsoletos - é um problema crescente no mundo. Estima-se que, só na União Europeia, sejam descartadas cerca de 8 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. Nos EUA, a Agência de Proteção ao Meio Ambiente (EPA), estima que sejam 4 toneladas por ano.

No caso dos celulares, um estudo do instituto Ipsos, de 2008, diz que a maior parte dos brasileiros dá o telefone antigo para alguém (34%) ou revende o celular (26%). Sete em cada 100 pessoas, porém, jogam o aparelho no lixo e só 2% reciclam.

FONTE: http://br.tecnologia.yahoo.com/

Preocupação com o crescimento de lixo eletrônico

Para ilustrar o tamanho do problema, os britânicos construíram um homem de lixo eletrônico de sete metros de altura, feito com toda a sucata digital gerada por um britânico médio em sua vida, estimada em 3,3 toneladas.

O resultado é um boneco gigante, composto de eletrodomésticos, computadores, celulares, impressoras, videogames, entre outros cacarecos digitais.Apesar do alerta, os britânicos acreditam que o homem de lixo pode ficar ainda maior nos próximos anos. Eles estimam que o uma pessoa nascida em 2003 que viva até 2080 vai gerar 8 toneladas de lixo eletrônico ao longo da sua vida, mais que dobrando o tamanho do homem de lata.

A União Européia é, contudo, uma das poucas organizações internacionais que avançou na questão do lixo eletrônico elaborando a Diretiva para Lixo Elétrico e Equipamentos Eletrônicos (Waste Electrical and Electronic Equipment Directive – WEEE), que se tornou lei em fevereiro de 2003. A lei determina metas de coleta e reciclagem aos fabricantes de eletrônicos.}

Retirado de: http://dalberto.wordpress.com/