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08 julho, 2010

Energia limpa no ar


Avião movido a energia solar consegue completar vôo noturno.

O Solar Impulse é tão leve como um carro médio de 1500 quilogramas mas tem uma envergadura de mais de 60 metros. O avião trabalha só a energia solar de dia e de noite.


O avião experimental aterrissou na manhã desta quinta-feira (8) no aeroporto da localidade suíça de Payerne, e completou sem problemas o primeiro voo noturno da história de uma aeronave movida unicamente por energia solar. O protótipo conseguiu manter-se no ar por 26 horas seguidas.

A aeronave - dotada com 12 mil células fotovoltaicas, de uma envergadura de 63,4 metros e 1,6 tonelada - decolou na quarta-feira (7) em condições meteorológicas ideais até os 8.700 metros de altura, um recorde para um aparelho deste tipo.

Seu objetivo era acumular energia solar necessária para manter-se no ar durante a noite. A aeronave tem quatro motores elétricos alimentados por baterias que são recarregadas pelas células que cobrem toda a sua asa.

O avião, pilotado por André Borschberg, realizou várias manobras durante seu voo noturno a uma velocidade de 50 km/h a fim de preservar ao máximo a energia que tinha acumulado.

FONTES:

http://quarksegluoes.blogspot.com/

http://g1.globo.com/mundo/

15 setembro, 2009

Lixo e energia

Proposta prevê uso de lixo doméstico para gerar energia

A iniciativa de se gerar energia a partir do aproveitamento do lixo doméstico está mais próxima de virar realidade no Brasil. Segundo executivos de empresas e entidades que compõem a cadeia do plástico, o tema ganhou força nos últimos meses, com a discussão sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e poderá ter resultados práticos ainda no começo de 2010. A tecnologia, existente na América do Norte, Europa e Ásia, é baseada na utilização do lixo e no poder calorífico das sacolas plásticas e já está em análise por companhias como a Petrobras e as petroquímicas Braskem e Quattor.

Diante do apelo socioambiental da proposta de geração energética a partir de produtos desperdiçados pela população, o tema é tratado como o futuro da cadeia do plástico. Em suma, a construção de usinas abastecidas por lixo doméstico poderia colocar fim à polêmica sobre os efeitos do uso das sacolas plásticas para o meio ambiente. A contrapartida é o alto custo de construção de uma unidade que atenda demandas em larga escala. Segundo estimativas da Braskem, uma usina com capacidade para abastecer 1 milhão de pessoas demandaria investimentos de aproximadamente US$ 250 milhões.

A petroquímica nacional é uma das companhias do setor envolvidas no projeto de tornar o investimento viável. "Estamos analisando alternativas tecnológicas para a solução energética (do uso do lixo e das sacolas plásticas), que não pelo tradicional sistema de queima", revelou o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, Jorge Soto, sem dar mais detalhes sobre o tema. Entre as opções analisadas estão as tecnologias aplicadas em grandes projetos localizados no Japão, nos Estados Unidos e em países europeus, assim como novas tecnologias em análises nessas regiões.

O poder calorífico da sacola plástica, segundo o presidente da Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo, é equivalente ao do óleo diesel. Por isso, descobrir uma rota que torne o investimento viável poderia revolucionar a destinação do plástico e a geração de energia no País. "Estudos mostram que uma cidade de 180 mil habitantes gera lixo capaz de produzir energia para aproximadamente 56 mil habitantes", afirmou o executivo, durante evento no qual apresentou campanha publicitária assinada pela agência W/ e que terá como foco mostrar à população a importância do uso consciente das sacolas plásticas.

Para viabilizar o projeto de geração de energia a partir do lixo, a Plastivida assinou no início do mês passado um acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza e Resíduos Especiais (Abrelpe) para promover a reciclagem energética dos resíduos sólidos no Brasil. Ao mesmo tempo, intensificou as conversações com parlamentares para incluir o tema na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Enquanto aguarda o avanço das conversações em esfera nacional, a Plastivida vê com bons olhos o interesse do Estado de São Paulo na iniciativa. "Incluímos a reciclagem energética na lei estadual de resíduos sólidos e, há um mês, em evento na Fiesp, ouvi da secretária Dilma Pena que São Paulo vai investir na instalação de usinas de reciclagem", afirmou Assis, referindo-se a um discurso da secretária de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo em encontro no Conselho Superior de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Ao contrário do Brasil, que ainda analisa a viabilidade da construção da primeira usina de reciclagem em larga escala, outros países como Japão e Alemanha têm parte significativa do lixo destinado à geração energética. Segundo levantamento da Plastivida há mais de 850 usinas de reciclagem energética ao redor do mundo. No Brasil a única unidade - ainda em escala piloto - a apresentar números significativos é a Usinaverde, um projeto instalado no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão.

De acordo com Soto, da Braskem, em países onde o sistema de reciclagem do plástico é mais desenvolvido, é possível que aproximadamente 30% do plástico gerado seja aproveitado em iniciativas de reciclagem mecânica. Para ampliar o porcentual de reutilização, a alternativa existente é a produção de energia, como já acontece no Japão, onde aproximadamente 80% do lixo é tratado dessa maneira, ressaltou Assis, da Plastivida.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/

01 setembro, 2009

Sustentabilidade X Viabilidade comercial

Além da realidade comercial
Alguns novos projetos sustentáveis prometem suficiência energética, mas têm difícil acesso ao mercado

Da Revista Sustenta


Quando se pensa em projetos inovadores para geração de energia, a imaginação vai longe. Algumas iniciativas surpreendem pela tecnologia avançada e eficiência. Mas fica a pergunta: qual é o preço a se pagar por uma solução energética sustentável?

O jornal britânico The Guardian divulgou 20 projetos com potencial para combater a crise energética e climática. Um deles é uma grande estação de placas que concentra os raios solares de desertos, onde o sol é mais forte, e os converte em energia elétrica a partir do calor refletido por espelhos. O coordenador do Desert Project, Gerry Wolff, garante que menos de 1% da área dos desertos do mundo é suficiente para produzir, a partir dessas placas, energia equivalente à consumida atualmente em todo o mundo.

A energia gerada em desertos poderia ser transferida, através de cabos de alta tensão, para centros populacionais distantes ou usinas de energia eólica, hidrelétricas e plantas geotérmicas, que gerariam energia renovável de forma mais barata.

Outro projeto reportado foi o de extração de energia a partir de turbinas marinhas. O equipamento funciona como moinhos de vento, mas de baixo d’água. O equipamento funciona melhor em países onde o fluxo de ondas é mais intenso, mas futuramente deverá funcionar bem no fundo do oceano, o que seria mais produtivo em lugares como o noroeste do Pacífico.

O site LiveScience apresenta projetos que prometem produzir grande quantidade de energia, como o que usa placas eletrônicas, apelidadas de pipas, posicionadas em altitudes elevadas, para gerar energia a partir dos ventos. Também estão sendo desenvolvidas plantas de conversão do calor da superfície do mar. O calor aquece fluídos, cujos gases são usados para comandar turbinas de produção de eletricidade.


Os projetos são, de fato, grandiosos nas intenções. Mas de que adianta grandes ideias se o acesso dos produtos ao mercado é difícil? O Guardian aponta que o maior impasse a experiências deste tipo é o alto custo para viabilizá-las. “Infelizmente, a verdade é que grandes ideias, sozinhas, não são suficientes para transformar o modo como nós geramos energia ou as indústrias que emitem muito carbono. Se empreendedores querem ver suas ideias vigorar, é essencial achar o caminho certo nesta jornada”, afirma Garry Staunton, diretor de tecnologia da empresa The Carbon Trust, em artigo do Guardian.

Os empreendedores de programas de geração de energia precisam vencer alguns obstáculos para atingir o sucesso comercial. O primeiro deles é fazer a tecnologia funcionar fora do laboratório. A dificuldade aumenta quando é preciso provar que o conceito possa ser reproduzido em uma escala comercial maior. No caso das baterias solares, por exemplo, o problema é fazer com que a tecnologia, que é reconhecidamente eficiente, seja fabricada a baixo custo.

Daí para que o produto seja comercializado, ainda deve-se enfrentar o problema da demanda, ou seja, o princípio comercial da oferta e procura, ao mesmo tempo em que ele deve ter cumprir condições de escala e preço acessível. “A realidade é que os melhores inventores nem sempre são os melhores líderes de negócios. Assim, a chave é atrair fundos e experiências certas de uma perspectiva comercial e produtiva”, completa Staunton. Em resumo, ainda é necessário acrescentar às inovações uma visão comercial para que elas contribuam para uma melhoria real no modo como se gera energia.

FONTE: http://www.planeta-inteligente.com/

31 agosto, 2009

Sol e CO2 = Combustível

Tecnologia usa luz do Sol para transformar CO2 em combustível
Empresa Joule quer independência energética para o mundo. Eles inventaram um painel que promete transformar o CO2 e a luz do sol em combustível.

Por Stella Dauer/ Geek

A produção em excesso do gás carbônico pode deixar de ser uma preocupação em poucos anos se o projeto da empresa Joule der certo. Eles inventaram um painel que promete transformar o CO2 e a luz do sol em combustível.

O SolarConverter pratica a denominada “heliocultura”, processo que envolve microorganismos fotossintéticos fixados em uma placa que, ao absorver o CO2 do ar e captar a luz solar, secreta uma substância idêntica ao etanol, noticiou o blog GreenBeat do site VentureBeat.

Se tudo correr nos conformes, a empresa espera começar a fabricar em escala industrial os painéis SolarConverter no início de 2010. Além disso, de acordo com o site The New York Times a empresa também pretende produzir, já em 2011, mais de 75 mil litros de combustível por acre anualmente.

Para estabelecer suas produtoras de combustível, a Joule está procurando por locais ensolarados e próximos a organizações que emitam grandes volumes de gás carbônico, como usinas termelétricas e estufas de cimento. Atualmente, locais ideais para isso seriam o Texas, Arizona, Nevada e Novo México, todos nos Estados Unidos.

A heliocultura pode representar um importante marco na história da humanidade, pois não só reduziria os níveis de gás carbônico da atmosfera como resolveria os problemas de uma possível futura crise de escassez do petróleo.

“Nossa crença é a de que esta seja a primeira tecnologia do mundo que ofereça uma solução real para alcançarmos a independência energética” afirmou Bill Sims, CEO e presidente da Joule, em nota publicada no blog Green Tech do site CNET .

Além disso sua produção é menos custosa, ocupa menos espaço e economiza água, uma vez que os microorganismos utilizados na fabricação do combustível são cultivados em água salgada ou descartada. Um barril desse líquido custaria US$50, menos do que um barril de gasolina, que está custando aproximadamente US$70.

“O verdadeiro objetivo que tínhamos quando construímos essa companhia era fazer um combustível renovável que pode ser escalonado em bilhões e bilhões de galões por um custo baixo” diz David Berry, co-fundador da Joule.

FONTE: http://www.planeta-inteligente.com/

11 junho, 2009

Energia alternativa vinda das frutas


A energia quem vem das frutas



Enquanto a Itália desenvolve painéis solares feitos de cascas de frutas, na África pesquisadores ingleses criam “tijolos” de banana usados como combustível


Junho 01, 2009 11:26 PM

Da
Revista Sustenta

Engana-se quem pensa que a energia derivada das frutas é apenas a calórica. Pesquisadores italianos da Universidade Tor Vergata, em Roma, desenvolveram painéis solares feitos a partir de cascas de fruta, verduras e legumes. Em parceria com o Pólo Solar Orgânico – instituto da iniciativa privada voltado para pesquisa em energias renováveis –, os cientistas descobriram que custa menos produzir células fotovoltaicas a partir de materiais orgânicos do que utilizando o silício, matéria-prima cara por conta do processo de transformação para a indústria, que é responsável por 60% do valor final das placas.

No caso das placas feitas a partir de orgânicos, o preço é mínimo, tanto para a produção, quanto da matéria-prima. Hoje, as placas a base de silício custam entre € 6 a € 12 por watt. Com a nova tecnologia, esse preço pode cair para apenas € 2. As próprias máquinas utilizadas na produção dos painéis tradicionais variam de € 15 a € 100 milhões, enquanto os feitos de restos de comida custam apenas um milhão.

Continua em: http://www.planeta-inteligente.com/


06 maio, 2009

Energia alternativa

Navios movidos a vela. Ação para economia e diminuição da poluição.


Você já viu navios à vela?

Elas tem uma tecnologia alemã que funcionam como as pipas e economizam até 50% de combustível - são uma alternativa limpa para propulsão de navios cargueiros.

Abril 29, 2009 07:34 PM

Da Revista Sustenta

Você certamente já ouviu falar de barco à vela. E de navio à vela? A proposta também soou como brincadeira para os investidores no início do projeto, que encararam com ceticismo a idéia de uma vela movimentar um navio cargueiro. No entanto, a invenção alemã saiu do papel e hoje já cruza os oceanos do mundo todo.

Utilizada como sistema de propulsão auxiliar, o Skysails, como a criação foi batizada, pode reduzir o uso de combustível em até 50%, diminuindo assim a emissão de poluentes na atmosfera – 146 milhões de toneladas de CO­2 ao ano, a empresa calcula.

A vela tem formato de “paraglider”, 160 metros quadrados e flutua de 100 a 300 metros acima do nível do mar, onde os ventos são mais fortes. Ligada por um cabo à proa do navio, é controlada por piloto automático, e pode ser acionada ou desligada durante a viagem de acordo com as condições meteorológicas. “O Skysails funciona como uma asa de avião, só que é costurado com um tecido high tech ultraleve. Ele está equipado com sensores que medem a velocidade e a direção do vento. O autopiloto, então, o dirige de tal forma a aproveitar ao máximo a energia do vento”, explicou o inventor e engenheiro alemão Stefan Wrage à agência de notícias alemã Deutsche Welle.

Wrage conta que a idéia de construir uma vela propulsora de navios surgiu quando tinha 15 anos e seus dois hobbies eram empinar pipas e andar de barco. “A idéia veio depois que percebi a imensa energia gerada pela minha pipa em movimento”, ele descreveu ao jornal britânico The Independent. “No dia seguinte, andei de bote e notei que ele ia muito devagar. Então levantei a questão: por que não podemos usar a imensa energia do vento para movimentar barcos? Nunca entendi isso como impossível”.

Os investidores, porém, demoraram a acreditar, como Wrage, que o projeto era mais do que possível: economicamente viável. Segundo ele, depois de suas apresentações era considerado um louco. “As pessoas me falavam que não funcionaria, mas ninguém explicava por que achavam isso”, ele afirmou ao jornal britânico The Guardian. Em 2005, porém, o preço do barril de petróleo aumentou acima de US$ 60 o barril. “De repente, ficou muito mais fácil de levantar dinheiro”, conta Wrage.

Ainda assim, há quem não bote fé no Skysails. Mesmo a empresa tendo ganhado mercado nos últimos anos. “A indústria é, por natureza, muito conservadora e cuidadosa”, justificou Edwin Lampert, editor da revista Marina Engineers Review, ao Guardian.

De acordo com reportagem da Rede Globo, cada vela do Skysails custa em torno de R$ 5 milhões, ou um pouco mais de € 1,6 milhão, “um custo, segundo os capitães dos navios que já operam com o sistema, que pode ser recuperado em apenas 50 viagens transatlânticas. Ou seja, em 10 anos, no máximo, o investimento se paga só com a economia que o vento provoca.”

FONTE: http://www.planeta-inteligente.com