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04 novembro, 2008

Eleições norte-americanas: o grande dia.

Dia 04 de novembro de 2008 , o dia em que os EUA pode colocar na sua história o primeiro presidente negro.

Estados Unidos realizam eleição que deve ter presença maciça de eleitores

Ter, 04 Nov, 08h21


Washington, 4 nov (EFE).- Os Estados Unidos votam hoje em uma jornada eleitoral na qual se prevê uma presença às urnas em massa, e na qual o candidato democrata Barack Obama pode se tornar o primeiro presidente negro do país.

Após uma campanha que a sociedade americana viveu mais intensamente que nunca, as últimas pesquisas prevêem a vitória de Obama sobre seu oponente republicano John McCain, com uma diferença de 10 pontos percentuais entre ambos - 53 a 43.

Mais de 130 milhões de eleitores, um número recorde, comparecerão hoje às urnas para participarem de eleições de âmbito federal, estadual e local, prevêem os analistas.

Existe a previsão da participação de muitos eleitores principiantes, sobretudo negros e hispânicos.

Eles elegerão não apenas o presidente do país, um terço dos cem membros do Senado e os 435 representantes da Câmara baixa, mas também as assembléias de muitos estados, vereadores, juízes, chefes de Polícia e outros cargos locais e estaduais, por sua vez se pronunciarão em dezenas de referendos.

A inovadora candidatura presidencial de um homem negro, o democrata Barack Obama, contribuiu para impulsionar a inscrição de novos eleitores, tanto os que querem ajudar a levá-lo à Casa Branca como os que o rejeitam.

O censo eleitoral calcula uma participação de cerca de 153 milhões, quase 75% das aproximadamente 200 milhões de pessoas com direito a voto, e espera-se que o nível de participação alcance dois terços.

Nas últimas convocações presidenciais a participação ficou entre 50% e 55%.

Notícia na íntegra:

http://br.noticias.yahoo.com/

07 outubro, 2008

Polêmica - Eleições nos EUA

Brigitte Bardot desceu o sarrafo em Sarah Palin [vice da chapa de McCain] por ter declarado que tem dúvidas sobre a responsabilidade do homem no aquecimento global. A ex-atriz francesa além de deixar Palin abaixo do subsolo [!], ainda jogou uma praga na governadora do Alasca, desejando que esta perca as eleições. Praga de ex-atriz pega?


A notícia:

Terça, 7 de outubro de 2008, 16h47 Atualizada às 17h00
Palin envergonha as mulheres, diz Brigitte Bardot

A ex-atriz francesa Brigitte Bardot enviou nesta terça-feira uma carta aberta a Sarah Palin, candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos, criticando sua "total irresponsabilidade" com o meio ambiente e desejando que "perca" as eleições de 4 de novembro.

"Em nome do respeito e da preservação da natureza, desejo que você perca essas eleições já que o mundo sairá ganhando", escreveu a ex-estrela do cinema francês, presidente da fundação de defesa dos animais que leva seu nome.

"Senhora, ao negar a responsabilidade dos seres humanos no aquecimento global, ao militar pelo porte de armas e pelo direito de dispará-las no que quer que seja, e com suas declarações de uma desconcertante estupidez, você envergonha as mulheres e representa uma terrível ameaça, uma verdadeira catástrofe ecológica", acusou Brigitte Bardot.

A ex-atriz lembrou que Sarah Palin defende a exploração de petróleo no santuário ártico e se opõe à proteção dos ursos polares, ameaçados pelo aquecimento global, "o que é um testemunho de sua total irresponsabilidade, de sua incapacidade de proteger ou simplesmente respeitar a vida animal".

Notícia da agência AFP publicada em:

http://noticias.terra.com.br

28 agosto, 2008

Uma nova Guerra Fria?????????

Mais uma alfinetada trocada entre as duas potências máximas do período da Guerra Fria [EUA e Rússia , na época URSS] agita a mídia internacional.

Antes pelos EUA comparando o socialismo russo ao nazismo alemão [assunto comentado em reportagem citada na postagem Alfinetada norte-americana: revivendo a Guerra fria? de 26 de julho de 2008, nesse blog] agora é a vez da Rússia dar o troco: acusa os EUA de provocar o conflito na Geórgia, fazendo esta atacar a região separatista [Ossétia do Sul]. A reação de Moscou à ofensiva se deve ao apoio dado ao pequeno território e a manutenção de forças de paz na região.

O motivo alegado pelo Kremlin seria o benefício a um dos candidatos à Casa Branca nas próximas eleições. Putin explicou que o conflito desviaria a atenção dos eleitores quanto aos conflitos no Iraque e no Afeganistão e das suas preocupações em relação à situação econômica dos Estados Unidos, o que beneficiaria o candidato republicano, John McCain.

Os EUA desmentem, claro, chamando as acusações de Putin de irracionais e dizendo que o seu serviço de informação [fonte da acusação de Putin] estava lhe prestando um péssimo serviço.
Com a tensão criada, a porta voz da Casa Branca comentou a possibilidade de anular o pacto de cooperação nuclear civil com a Rússia. O
pacto destina-se a desenvolver relações comerciais no setor nuclear civil entre os países sem prejudicar a luta contra a proliferação nuclear armamentista.

Agora, pela situação na região do Cáucaso, a Rússia corre o risco de sofrer sanções impostas pela União Européia [UE] já que o país foi bastante criticado por diversos outros pelas decisões em relação ao conflito. Isso, agravado pela falta de apoio de seus
parceiros asiáticos na Organização para Cooperação de Xangai (SCO, na sigla em inglês) no reconhecimento às independências da Ossétia do Sul e da Abkásia.

E para colocar um pouco mais de pimenta no tempero, em meio às tensões ao redor do assunto, a Rússia anuncia o sucesso de um teste feito com um míssil balístico intercontinental chamado Topol, que seria capaz de furar defesas anti-mísseis.

Um fato percebido por quem quer que esteja acompanhando o noticiário é que as picuinhas entre EUA e Rússia estão reaparecendo e ficando mais freqüentes. Em encontro em Beijing, no período das Olimpíadas, os dois líderes, Bush e Putin, "na paz olímpica" conversaram, e segundo o que disse Putin, Bush afirmou não querer guerra...essa é nova...

As "agulhadas" trocadas entre os países e essa demonstração de poder bélico dada pela Rússia recentemente fazem lembrar muito do período em que o mundo viveu a tensão da Guerra Fria, quando as duas potências disputavam a hegemonia no poder mundial e viviam de trocas de críticas aos seus modelos econômicos, espionagem,
demonstrações armamentistas e intervenção em conflitos internos de outros países, cada um apoiando um lado, provocando na população mundial o medo de não existir mundo no dia seguinte pela possibilidade latente de uma guerra nuclear.

E outro ponto preocupante é que, se já naquela época, havia a possibilidade do planeta ser varrido com uma guerra nuclear, hoje, com a atual tecnologia e as 31 mil armas nucleares existentes, [4,6 mil delas podendo ser detonadas em poucos minutos] ocorrendo uma guerra dessas, não sobra nem o pó, pois todas juntas são 200 mil vezes mais poderosas que a bomba que atingiu Hiroshima em 1945 ,tendo capacidade, se houvesse a possibilidade, de destruir a Terra umas 40 vezes.

Agora é pedir para que os ânimos sejam apaziguados e se evite o crescimento das tensões, para que, da lembrança da Guerra Fria, não passe para a chapa quente, porque senão, quem vai ser frito somos nós.


Ana Patrícia

Baseado em:

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1006068
http://www.estadao.com.br/internacional/not_int232355,0.htm
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u438852.shtml
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3142578-EI294,00.html
http://www.adpf.org.br/modules/news/article.php?storyid=18439