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22 outubro, 2008

E a crise continua...

Ibovespa cai 10% e volta a nível de setembro de 2006

Em mais uma sessão de forte pessimismo com a perspectiva para a economia global, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em baixa de 10,18%, aos 35.069,73 pontos. Este é o menor nível do índice desde 25 de setembro de 2006 (quando encerrou aos 34.972,74 pontos).

Quando o Ibovespa atingiu queda de 10%, às 17h18, a Bolsa voltou a acionar o circuit breaker. Foi a quarta sessão este mês e a quinta este ano em que o mecanismo precisou ser utilizado. Por ocorrer na última hora de pregão, a Bovespa prorrogou o horário do fechamento para as 18h18, a fim de garantir um período final de 30 minutos corridos, como exige o regulamento da Bolsa. Durante a jornada, as operações locais seguiram a direção dada pelos mercados globais, após nova rodada de resultados corporativos fracos enfatizar os riscos do potencial desaquecimento mundial para vários setores

O dia foi todo de queda: na máxima, o Ibovespa alcançou 39.043 pontos, estável. Na mínima, recuou 10,28%, aos 35.028 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 4,428 bilhões. No mês, o declínio alcança 29,21% e no ano, 45,11%.

Leia a notícia na íntegra aqui.

Entenda como a crise econômica afeta o Brasil clicando aqui.

02 outubro, 2008

Recessão à vista nos EUA faz Bovespa tombar mais de 7%

Qui, 02 Out, 06h54

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Ainda descrentes da eficácia do plano para socorrer o sistema financeiro norte-americano, os investidores se defrontaram nesta quinta-feira com sinais de recessão nos EUA e venderam ações com vontade na Bolsa de Valores de São Paulo.

O Ibovespa fechou em baixa de 7,34 por cento, a 46.145 pontos, depois de os negócios chegarem à beira da interrupção (circuit breaker) quando o índice beliscou os 10 por cento de queda.

O giro financeiro do pregão somou 5,6 bilhões de reais.

Ao contrário do que se imaginava, a aprovação pelo Senado norte-americano do pacote de 700 bilhões de dólares para evitar o xeque-mate de grandes instituições financeiras não foi suficiente para acalmar os ânimos do mercado.

Para analistas, mesmo antes de receber o aval da Câmara dos Deputados, o plano já virou alvo de desconfiança. "A eficácia do programa de recompra de títulos podres pelo Tesouro começou a ser questionada, porque pode não acontecer com a agilidade necessária", disse Dalton Gardiman, economista-chefe da Bradesco Corretora.

Isso ocorre num momento em que o mercado de crédito completamente ilíquido começa a deixar claro os estragos na economia. Um dado divulgado pela manhã mostrou que as encomendas à indústria dos EUA despencaram mais que o esperado em agosto.

"Parece que 'a ficha caiu' para aqueles que ainda enxergavam um descasamento entre a crise financeira e a economia (real)", acrescentou Gardiman.

A possibilidade de recessão norte-americana foi considerada em relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) liberado nesta quinta-feira.

De olho num horizonte cada vez mais cinza, os mercados de ações foram novamente alvo de ordens maciças de venda. Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 3,2 por cento, enquanto o S&P 500 despencou 4,5 por cento.

PESO DAS COMMODITIES

Fortemente abalado por quedas profundas dos preços de commodities, o Ibovespa viu algumas das ações mais importantes da carteira figurarem entre as maiores baixas.

Petrobras, a reboque da queda do barril de petróleo para a faixa de 93 dólares, mergulhou 8,2 por cento, para 32,05 reais.

Vale desabou 10,0 por cento, para 29,40 reais. Desde que atingiu o pico do ano, em meados de maio, a mineradora já perdeu metade do valor de mercado.

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/081002/manchetes/manchetes_bovespa_fecha_final