Mostrando postagens com marcador América do Sul. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador América do Sul. Mostrar todas as postagens

02 setembro, 2009

Tropas dos EUA na América do Sul

Unasul diz que tropas extrarregionais não podem ser ameaça à região

BARILOCHE, Argentina (AFP) - Os presidentes participantes da cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) chegaram a um acordo na última sexta-feira em relação à crise criada por pactos militares assinados por Washington e Bogotá. O compromisso estabelecido, sem mencionar os Estados Unidos ou a Colômbia, exige garantias de que as tropas extrarregionais não representem uma ameaça.

A presença de tropas estrangeiras não deve constituir uma ameaça para a soberania regional, afirmaram, depois de um debate de sete horas sobre o uso de bases militares colombianas pelos Estados Unidos, na cidade argentina de Bariloche.

O acordo inclui, também, uma chamada para "uma reunião extraordinária de ministros das Relações Exteriores e da Defesa, para que (...) apresentem medidas de fomento da confiança e da segurança", segundo a declaração final do encontro.

Os doze países membros da Unasul expressaram, além disso, sua vontade de "reafirmar o compromisso de fortalecer a luta e a cooperação contra o terrorismo e a delinquência organizada (...), o tráfico de armas e a ação de grupos armados à margem da lei".

O texto final revelou um delicado equilíbrio, que reflete concessões feitas por todas as partes sobre o tema em debate.

"Respeitamos a soberania de cada país. Mas queremos nos resguardar, seria importante que no tratado existam garantias jurídicas ou um fórum internacional para isso", disse o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ao expor sua posição sobre a presença militar americana na região.

Durante o encontro, vários presidentes sul-americanos pediram ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que revele o alcance do pacto militar subscrito com a Colômbia.

Brasil, Argentina, Equador e Peru foram as nações que pediram explicações com maior ímpeto.

Durante a cúpula, foi aprovado um documento reafirmando que a presença de tropas extrarregionais não pode ameaçar a soberania dos países membros nem a paz regional.

Destacam-se no texto as decisões de:

. Fortalecer a América do Sul como zona de paz, assumindo o compromisso de estabelecer um mecanismo de confiança mútua em matéria de defesa e segurança, sustentando a decisão de não recorrer à ameaça ou ao uso da força contra a integridade territorial de outro Estado da Unasul.

. Reafirmar o compromisso de fortalecer a luta e a cooperação contra o terrorismo e a deliquência transnacional organizada e seus crimes conexos: narcotráfico, tráfico de armas pequenas e leves e rejeição à presença ou ação de grupos armados à margem da lei.

. Reafirmar que a presença de forças militares estrangeiras não pode, com seus meios e recursos vinculados a objetivos próprios, ameaçar a soberania e a integridade de qualquer nação sul-americana e, em consequência, a paz e a segurança da região.

. Os presidentes se dispuseram a instruir o Conselho Sul-Americano da Defesa a analisar o texto elaborado nos EUA sobre "Estratégia Sul-Americana. Livro Branco, Comando de Mobilidade Aérea (AMC)" que menciona o uso da base aérea colombiana de Palanquero (centro), como centro nevrálgico para operações na América do Sul.

Palanquero é uma das sete bases colombianas incluídas no acordo entre Washington e Bogotá.

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/

Esse tema foi tratado na cúpula devido a um pacto militar firmado entre Colômbia e EUA no início do mês de agosto.

Ver em:
Acordo militar entre EUA e Colômbia preocupa região