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09 novembro, 2009

Picuinhas na América do Sul: Colômbia e Venezuela

BOGOTÁ, Colômbia (AFP) - O governo da Colômbia informou neste domingo que não fará "nenhum gesto" hostil contra seus países vizinhos, e que recorrerá à Organização dos Estados Americanos (OEA) e às Nações Unidas após a declaração do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que conclamou seus compatriotas a se prepararem "para a guerra".

"Diantes destas ameaças de guerra pronunciadas pelo governo da Venezuela, o governo da Colômbia se propõe a ir à OEA e ao Conselho de Segurança da ONU", indicou o secretário de imprensa do presidente Álvaro Uribe, César Mauricio Velásquez.

Velásquez disse que "a Colômbia não fez nem fará nenhum gesto de guerra contra a comunidade internacional (e) menos ainda contra países irmãos, e o único interesse que nos move é a superação do narcoterrorismo que durante tantos anos maltratou os colombianos".

"A Colômbia mantém sua disposição ao diálogo franco, às vias do entendimento e às normas do direito internacional", destacou o comunicado presidencial.

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/

Por que:

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste domingo que as Forças Armadas do país e a população civil devem se "preparar para a guerra" para garantir a paz. As declarações foram feitas em um momento de crescente tensão na fronteira com a Colômbia e da assinatura de um acordo militar entre os governos colombiano e americano.

em: http://ultimosegundo.ig.com.br/

23 outubro, 2008

Conflito árabe-israelense

O moderno estado de Israel está situado em um território que já foi conquistado por muitos povos: assírios, babilônios, persas, gregos, romanos, árabes muçulmanos e turcos otomanos. O país, localizado na costa oriental do Mar Mediterrâneo, é conhecido como a Terra Santa. Para os judeus, a terra é santa porque lhes foi prometida por Deus; para os cristãos, porque Jesus, sendo judeu, nasceu e viveu lá; para os muçulmanos, porque Jerusalém é o local da subida do profeta Maomé aos Céus.

Em 1948, o estado de Israel foi estabelecido e, desde então, esteve envolvido em guerras e conflitos com seus vizinhos árabes.

Origem e o histórico do conflito árabe-israelense.
Acima de tudo uma questão geográfica.

O laço judeu à Terra de Israel data de mais de 3.700 anos. De acordo com a Bíblia, Deus prometeu que os descendentes do patriarca Abraão herdariam a terra. O Livro Sagrado revela que o povo judeu foi escravizado no Egito, até que Deus o libertou. Após sua libertação do Egito, o povo judeu foi liderado por Moisés - o maior profeta da história judaica - e levado à Terra de Israel. No entanto, foi Josué, sob o comando de Deus, que conquistou a Terra, iniciando assim a formação do primeiro estado judeu.

A nação judaica formou a sua primeira monarquia constitucional por volta do ano 1000 A.C. O segundo rei dos judeus, Davi, estabeleceu Jerusalém como a capital do país e seu filho Salomão liderou a construção do Templo Sagrado de Jerusalém.

No ano 70 D.C., os romanos destruíram o Templo Sagrado. Tudo o que restou de pé até hoje foi sua Muralha Ocidental, conhecido por todos como Muro das Lamentações, considerado pelo judaísmo como o local mais sagrado do mundo. Sendo assim, pessoas de vários países, judeus e não-judeus, visitam o Muro em Jerusalém. Elas escrevem bilhetes com pedidos pessoais a Deus e os colocam entre suas pedras.

Além de destruir o Templo Sagrado de Jerusalém, os romanos expulsaram os judeus de sua terra, dando início à diáspora, que significa a dispersão dos judeus para outros países do mundo. Contudo, apesar de terem sido conquistados pelos romanos, muitos judeus continuaram a viver na Terra de Israel.

Por volta do século IX, comunidades judaicas foram restabelecidas em Jerusalém e Tibérias. No século XI, a população judaica crescia nas cidades de Rafah, Gaza, Ashkelon, Jaffa e Caesarea. Durante o século XII, muitos judeus que viviam na Terra Prometida foram massacrados pelas Cruzadas, mas nos séculos seguintes, a imigração para a Terra de Israel continuou. Mais comunidades religiosas judaicas estavam se fixando em Jerusalém e em outras cidades.

Um dos pontos fundamentais da fé judaica é que todo o povo será liderado de volta à Terra de Israel e que o Templo Sagrado será restabelecido. Muitos judeus acreditam que o Messias, que será enviado por Deus, irá liderar o retorno de todo o povo judeu à Terra de Israel.

Contudo, muitos judeus acreditavam que eles próprios deveriam iniciar seu retorno à sua terra histórica. A idéia de estabelecer um estado judeu moderno começou a ganhar grande popularidade no século XIX na Europa. Um jornalista austríaco chamado Theodor Herzl levou adiante a idéia do sionismo, definido como o movimento nacional de libertação do povo judeu. O sionismo afirma que o povo judeu tem direito ao seu próprio estado, soberano e independente.

No final do século XIX, o aparecimento do anti-semitismo, o preconceito e ódio contra judeus, levou ao surgimento de pogroms – massacres organizados de judeus – na Rússia e na Europa Oriental. Esta violência notória contra judeus europeus ocasionou imigrações maciças para a Terra de Israel. Em 1914, o número de imigrantes vindos da Rússia para a Terra de Israel já alcançava os 100.000. Simultaneamente, muitos judeus vindos do Iêmen, Marrocos, Iraque e Turquia imigraram para a Terra de Israel. Quando os judeus começaram, em 1882, a imigrar para seu antigo território em grande escala, viviam por lá menos de 250.000 árabes.


O povo judeu baseia suas reivindicações pela Terra de Israel em diversos fatores:

1. A Terra de Israel foi prometida por Deus aos judeus. Esta é a antiga terra dos patriarcas e profetas bíblicos. Na Bíblia, inúmeras passagens citam Israel e Jerusalém como sagrados ao povo judeu e as principais orações judaicas falam sobre o retorno do povo à sua cidade sagrada. As orações judaicas são feitas em direção a Jerusalém. Durante as festas judaicas, as orações são encerradas recitando a frase “ano que vem em Jerusalém”.

2. Desde que os judeus foram exilados pelos romanos, a Terra de Israel nunca foi estabelecida como um estado. A região foi colonizada por diversos impérios, mas nunca voltou a ser um estado soberano. Foram imigrantes judeus que desenvolveram a agricultura e construíram cidades para restabelecer um estado no seu lar histórico.

3. O estado de Israel foi criado pelas Nações Unidas em 1947. É um estado democrático, moderno e soberano.

4. Toda a Terra de Israel foi comprada pelos judeus ou conquistada por Israel em guerras de defesa, após o país ter sido atacado por seus vizinhos árabes.

5. Os árabes controlam 99.9% do território no Oriente Médio. Israel representa apenas um décimo de 1 % da região.

6. A história demonstrou que a segurança do povo judeu apenas pode ser garantida através da existência de um estado judeu forte e soberano.

Acredita-se que o termo “Palestina” (Palestine) origina dos filisteus (Philistines), um povo egeu que, no século XII A .C., se estabeleceu ao longo da planície costeira do Mediterrâneo, conhecida hoje como a Faixa de Gaza. No século II, após derrotar o antigo estado de Israel, os romanos deram o nome de Palestina à terra, numa tentativa de humilhar os judeus e minimizar sua identificação com a Terra de Israel.

Em 638, a conquista árabe da Terra de Israel deu início a 1.300 anos de presença muçulmana em Israel. Porém, o país nunca foi exclusivamente árabe. Após as invasões muçulmanas do século VII, o árabe tornou-se gradualmente a língua da maioria da população da região. Apesar do controle muçulmano, nenhum estado árabe independente chegou a ser estabelecido na Terra de Israel.

A cidade de Jerusalém é considerada a terceira mais sagrada na religião islâmica (as primeiras são Meca e Medina). Acredita-se que Jerusalém seja o local onde o maior profeta islâmico, Maomé, subiu aos Céus. A mesquita al-Aqsa, onde o Domo da Rocha foi futuramente construído, marca este ponto, que é sagrado para os muçulmanos.

Enquanto os muçulmanos dominavam a região, cristãos e judeus viviam em paz, já que eram considerados os Povos do Livro. Cristãos e judeus tinham controle autônomo em suas comunidades e eram permitidos a praticar as suas religiões com liberdade e segurança. Tal tolerância religiosa demonstrada pelo povo muçulmano é rara na história do homem.

Em 1517, os turcos otomanos da Ásia Menor conquistaram a região e, com poucas interrupções, governaram Israel, então chamada de Palestina, até o inverno de 1917-18. O país foi dividido em diversos distritos, dentre eles, Jerusalém. A administração dos distritos foi cedida em grande parte aos árabes palestinos. As comunidades cristãs e judaicas, porém, receberam grande autonomia. A Palestina compartilhou a glória do Império Otomano durante o século XVI, mas foi negligenciada quando o império começou entrar em declínio no século XVII.

Em 1882, menos de 250.000 árabes viviam no local. Uma parte significante da Terra de Israel pertencia aos senhores, que viviam no Cairo, Damasco e Beirute. Por volta de 80% dos árabes palestinos eram camponeses, nômades ou beduínos.

Em 1917-18, com apoio dos árabes, os britânicos capturaram a Palestina dos turcos otomanos. Na época, os árabes palestinos não se imaginavam tendo uma identidade separada. Eles se consideravam parte de uma Síria árabe. O nacionalismo árabe palestino é, em grande parte, um fenômeno do pós Primeira Guerra Mundial.

Em 1921, o Secretário Colonial Winston Churchill separou quase quatro-quintos da Palestina – aproximadamente 35.000 milhas quadradas - para criar um emirado árabe, a Transjordânia, conhecida hoje como Jordânia. Este país, que é uma monarquia árabe, é em sua maioria composto por palestinos que hoje representam aproximadamente 70% da população.

Em 1939, os britânicos anunciaram o White Paper (Carta Branca), um documento relatando que um estado árabe independente e não dividido seria estabelecido na Terra de Israel (chamada de Palestina) dentro de 10 anos. O nacionalismo árabe cresceu com a promessa de um estado forte. Mas, como discutiremos futuramente, os britânicos não foram capazes de manter sua promessa aos árabes. Em vez disso, em 1947, as Nações Unidas decidiram dividir a Terra de Israel em dois estados: um judeu e outro árabe. Em 1948, foi estabelecido o estado de Israel. Quando seus vizinhos árabes atacaram o novo estado judeu, teve início a primeira guerra árabe-israelense. Durante o estabelecimento do estado de Israel e durante a primeira guerra entre árabes e israelenses, mais da metade dos árabes que viviam na Terra de Israel fugiram, dando início ao problema ainda hoje vigente de refugiados palestinos, que discutiremos nos próximos artigos.

O povo palestino baseia suas reivindicações pela Terra de Israel em diversos fatores:

1. Os árabes muçulmanos viveram no local por muitos anos.

2. O povo palestino tem o direito à independência nacional e à soberania sobre a terra onde viveram.

3. Jerusalém é a terceira cidade sagrada na religião muçulmana, local de elevação do profeta Maomé aos Céus.

4. O Oriente Médio é dominado por árabes. Outras religiões ou nacionalidades não pertencem à região.

5. Todos os territórios árabes que foram colonizados tornaram-se estados completamente independentes, exceto a Palestina.

6. Os palestinos tornaram-se refugiados. Outros países árabes nunca os aceitaram completamente e eles vivem freqüentemente em campos para refugiados tomados pela pobreza.

FONTE: http://www.10emtudo.com.br/

30 agosto, 2008

Conflito no Cáucaso: Relações cortadas entre Geórgia e Rússia

Geórgia rompe relações diplomáticas com a Rússia

Sex, 29 Ago, 06h06

TBILISI (AFP) - A Geórgia decidiu "romper relações diplomáticas" com a Rússia, anunciou nesta sexta-feira o vice-ministro georgiano das Relações Exteriores, Grigol Vashadze. A decisão acontece três dias depois de Moscou ter reconhecido formalmente a independência das províncias separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia.

"Não manteremos mais relações diplomáticas com Moscou e, segundo a Convenção de Viena, os diplomatas russos devem deixar a Geórgia", declarou o vice-ministro.

"Seria bastante incômodo manter relações com um país num momento em que esse país "vai ampliar relações diplomáticas com a Ossétia do Sul e a Abkházia", disse por sua vez a ministra das Relações Exteriores da Geórgia, Eka Tkeshelashvili, durante visita a Noruega.

"Lamentamos esse paso dado pelo lado georgiano. Não ajudará as relações bilaterais. "O possível rompimento não é uma decisão de Moscou, e Tbilisi terá de arcar com toda a responsabilidade" disse Andrei Nesterenko, porta-voz do ministério russo das Relaçõnes Exteriores, segundo a agência de notícias russa Interfax.

A Geórgia já havia anunciado anteriormente que iria reduzir o número de funcionários na Embaixada de Moscou e que seu embaixador, que foi retirado da Rússia no mês passado, não iria retornar ao posto.

A Interfax havia divulgado informação de que Moscou deverá assinar na próxima semana um acordo para estabelecer bases militares na Ossétia do Sul.

Ainda segundo a Interfax, o ministro do Exterior da Abkházia, Sergei Shamba, teria dito que a província "poderá se tornar parte de um estado unificado da Rússia e da Belarus".

O gesto de Tbilisi se produz a três dias da reunião de presidentes e chefes de governo da União Européia em Bruxelas para avaliar suas relações com Moscou depois dos últimos acontecimintos.

O ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, disse que o bloco de 27 países considerava impor sanções a Moscou, mas uma fonte da presidência da UE, representada neste semestre pela França, afirmou que os países ainda estavam em "fase de diálogo" com Moscou, não de "sanções".

Já o primeiro-ministro russo Vladimir Putin pediu à União Européia julgar de maneira "verdadeiramente objetiva" a crise russo-georgiana e a adotar uma "posição razoável" em relação a Moscou durante a cúpula extraordinária prevista para segunda-feira em Bruxelas.

Putin falou sobre o assunto em entrevista ao canal de televisão alemã ARD realizada em Sochi (Rússia).

"O assunto das sanções não nos é indiferente. Esperamos que se imponha a razão", declarou.

Putin afirmou que as tropas russas vão se retirar da "zona tampão" em território georgiano assim que a situação se acalmar.

"Não temos nenhuma intenção de manter nossas tropas a longo prazo nas zonas de segurança em torno da Ossétia do Sul e da Abkházia", disse, acrescentando que Moscou desejava ver nessas regiões observadores da UE, União Européia, e da OSCE, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa.

Em outro frente, a chancelaria russa emitiu uma irada reação a críticas do grupo de sete países mais industrializados (G7) pela decisão de Moscou de reconhecer a independência da Abkházia e da Ossétia do Sul, não reconhecendo à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) qualquer "direito moral" de julgá-la.

"Esta postura é tendenciosa e tenta justificar as ações agressivas da Geórgia", acrescenta.

Os chanceleres dos países do G7 afirmaram na quarta-feira, em uma declaração conjunta, que a "decisão da Rússia (de reconhecer Abkházia e Ossétia do Sul) coloca em dúvida seu compromisso com a paz e a segurança no Cáucaso".

"Condenamos o excessivo uso da força militar por parte da Rússia e sua contínua ocupação de partes da Geórgia", destacava a declaração do G7, formado por Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Japão e Canadá.

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/r__ssia_ge__rgia_conflito

25 agosto, 2008

"Petróleo é superestimado no conflito do Cáucaso"

Enquanto a guerra entre Geórgia e Rússia parece terminar na região estrategicamente importante do Cáucaso, conflito ainda dá sinais de preocupação através do nervoso mercado energético. Especialistas questionam ligação.

Apesar do fato de a Geórgia não produzir petróleo, o país é peça-chave para as exportações de petróleo e gás natural do Azerbaijão para os mercados ocidentais. Relatórios controversos de planos bélicos russos apontando ataques próximos ao oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan (BTC), o segundo maior do mundo, puseram particularmente a Europa em alerta.

Inaugurado em 2006, o oleoduto BTC transporta petróleo das margens do Mar Cáspio para o Ocidente através do porto mediterrâneo de Ceyhan, na Turquia. O oleoduto tem capacidade de bombear 1,2 milhão de barris de petróleo por dia.

A Europa é um dos principais compradores do petróleo transportado pelos oleodutos do sul do Cáucaso. Eles foram construídos como forma de tornar o Ocidente menos dependente das exportações da Rússia, que já ameaçou cortar o fornecimento em disputas anteriores com outros antigos Estados soviéticos.

Apesar de haver especulações de que o recente conflito do Cáucaso foi orquestrado pela Rússia com a finalidade de bombardear o BTC, forçando uma maior dependência européia de suas exportações, Natalia Leshchenko, analista russa da empresa de consultoria econômica Global Insight, afirmou que fatores geopolíticos estão por trás do conflito.

Fatores geopolíticos

"A destruição do BTC ofereceria, sem dúvida, um bônus à Rússia por desviar as exportações de petróleo do Afeganistão para rotas russas, mas o ganho não justificaria todas as perdas humanas e de reputação pelo governo russo através de sua operação na Geórgia", comentou a analista.

Além disso, alguns especialistas afirmaram que a importância da região em termos de produção tem sido superestimada e que, se por um lado o aumento do fornecimento de petróleo e gás natural do Cáucaso serviria ao objetivo europeu de diversificar suas importações energéticas, por outro a importância futura da região como um relevante fornecedor energético é duvidosa.

"Muitos dizem que há abundantes jazidas carboníferas intocadas no Mar Cáspio em sua fronteira com o Azerbaijão", afirmou Arriana Checci, pesquisadora de segurança energética do Centro de Estudos Políticos Europeus, com sede em Bruxelas. "Para outros, os recursos da região não seriam suficientes para justificar projetos maiores de exportação como o gasoduto Nabucco, que partirá do Mar Cáspio e atravessará o Cáucaso e a Turquia até chegar à Europa central e à Itália", comentou.

Checchi, no entanto, acresceu que a região do Cáucaso continuaria um importante corredor, conectando países ricos em energia da Ásia Central com a Europa.

Atrasos, mas nenhuma conseqüência séria

Oleoduto BTC abastece Europa

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O efeito do conflito pode ainda ter algumas conseqüências negativas para a Europa, afirmou a analista. O aumento da instabilidade poderá provocar um maior atraso do projeto Nabucco, que está sendo apoiado maciçamente pela União Européia como forma de fortalecer a segurança do fornecimento energético do continente.

"A guerra na Geórgia pode confirmar as dúvidas existentes quanto a sua confiabilidade como país de trânsito", afirmou a Checchi, acrescendo que "isto pode levar não somente à relutância política perante o projeto Nabucco, mas também à diminuição da confiança dos investidores."

Se a Geórgia – como esperado – continuar um Estado soberano e o status da Ossétia do Sul mudar devido às dolorosas negociações, especialistas acreditam que, em termos de fornecimento de petróleo, a situação na região não sofrerá grandes alterações.

Preço do petróleo determinado por outros fatores

Checchi afirmou que seria difícil estabelecer uma conexão entre o preço do petróleo e o conflito entre a Rússia e a Geórgia. "É muito cedo para prever de que forma a guerra na Geórgia afetará o preço geral do petróleo", afirmou.

A pesquisadora explicou ainda que os preços do petróleo deverão ser afetados somente de forma temporária, deixando-se a responsabilidade pela determinação do novo nível de preços a outras tendências e fatores, tais como o recente decréscimo da demanda energética norte-americana e o aumento da produção de petróleo na Arábia Saudita.

Nick Amies (ca)

14 agosto, 2008

Ainda a China e o Tibete...

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Em visita à França, o Dalai Lama, líder religioso tibetano, que não conseguiu se encontrar com o presidente francês, pede democratização chinesa e se diz disposto a conversar com Pequim.
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Dalai Lama pede condução da China à democracia

O Dalai Lama afirmou nesta quarta-feira que a comunidade internacional tem "a responsabilidade de conduzir a China pelo caminho da democracia", sem isolar o país.

Em entrevista coletiva realizada no terceiro dia de sua visita à França, o líder espiritual tibetano acrescentou que a China quer "se incorporar à comunidade mundial".

O Prêmio Nobel da Paz reivindicou "firmeza" com a China na defesa de "certos princípios, como a democracia, a liberdade religiosa, os direitos humanos, a liberdade de imprensa e o estado de direito".

O governo chinês, acrescentou, "nega os problemas do Tibete e não ouve os pedidos do povo tibetano", mas, apesar disso, o Dalai Lama se declarou disposto a continuar as conversas com Pequim.

Segundo ele, "uma sociedade fechada não tem futuro", razão pela qual pediu aos responsáveis chineses "mais transparência".

Íntegra da notícia em:
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3086286-EI10495,00-Dalai+Lama+pede+conducao+da+China+a+democracia.html

China X Tibete

Sobre o conflito entre o governo chinês e o Tibete.


A história do Tibet é marcada por guerras e conquistas. Os conflitos entre a China e o Tibet tiveram início durante a dinastia chinesa Tang (618-906 d.C.). No século 13, o Tibet foi conquistado pelo império mongol. Em 1720, foram os chineses, durante a dinastia Ching, que conquistaram o Tibet. Desde então, a China reivindica soberania sobre o território tibetano, o que passou a ser um dos principais conflitos políticos e territoriais que o país enfrenta há 50 anos.

O país ocupou militarmente este reino do Himalaia em 1950, um ano depois da instauração da República Popular por Mao Tse-tung. A região é uma teocracia budista de 1,2 milhões de km² e cerca de 2,7 milhões de habitantes.

Em maio de 1951, os governos de Lhasa --capital do Tibete-- e Pequim chegaram a um acordo que selou a "volta à pátria" do Tibete com a assinatura do 14° dalai-lama, o líder espiritual dos tibetanos.

Após alguns anos de frágil convivência e incidentes esporádicos, em março de 1959 aconteceu uma revolta contra "a ocupação" e a "socialização forçada" que foi reprimida com um saldo de milhares de mortos.

Na ocasião, o dalai-lama, que disse ter assinado o acordo de 1951 sob pressão, abandonou o país e fundou um governo no exílio no norte da Índia, em Dharamsala, que defende a não violência sem renunciar à recuperação dos direitos políticos e culturais de seus compatriotas.

Em 1965, este território recebeu uma autonomia parcial, pouco antes do início da Revolução Cultural (1966-1976), que culminou na destruição de milhares de monastérios e textos sagrados, além da detenção de religiosos.

Entre 1979 e 1987, houve tentativas de diálogos. Pequim se mostrou disposta a perdoar "a traição" do dalai-lama e aceitar seu retorno, desde que este renunciasse a suas funções e que residisse na capital chinesa, e não em Lhasa. O dignatário tibetano recusou a oferta.

Em junho de 1988, no ato que é considerado a grande concessão, o dalai-lama renuncia à independência do Tibete e pede um poder realmente autônomo.

O presidente chinês Jiang Zemin, em 1997, propôs instaurar um diálogo com o dalai-lama se este admitisse oficialmente que o Tibete é "uma parte inseparável da China". O líder tibetano se negou a fazê-lo e acusou o governo chinês de "genocídio cultural".

FONTES:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u382100.shtml
http://www.10emtudo.com.br/imprimir_artigo.asp?CodigoArtigo=65

12 agosto, 2008

Ainda o conflito na Ossétia do Sul...

Depois de alguns dias de confronto na Ossétia do Sul, a Geórgia afirma que irá à corte internacional denunciar a Rússia por limpeza étnica e anuncia a sua saída da Comunidade dos Estados Independentes, a CEI.



Geórgia afirma que irá denunciar a Rússia por limpeza étnica em corte internacional

O governo da Geórgia apresentou uma denúncia contra a Rússia perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ) por atos de limpeza étnica realizados em território georgiano entre 1993 e 2008, informou o Executivo de Tbilisi em comunicado distribuído em Bruxelas nesta terça-feira.

A crise entre os dois países começou na quinta-feira (07/08), quando a Geórgia, aliado próximo de Washington, enviou tropas para retomar a Ossétia do Sul, que declarou sua independência da Geórgia em 1992. Moscou, que apóia a secessão do pequeno território e mantêm forças de paz na região, respondeu enviando tropas ao país vizinho.

A Rússia diz que 1.600 civis da Ossétia do Sul morreram, enquanto a Geórgia afirmou que quase 200 foram mortos e centenas estão feridos. Nenhum dos números foi verificado por fontes independentes. A ONU afirmou nesta terça que quase cem mil pessoas tiveram de sair de suas casas.

Segundo a Geórgia, desde o início da década de 1990 e até a recente invasão do país, a Rússia tem apoiado a limpeza étnica de cidadãos georgianos por parte das forças separatistas nas regiões da Abkházia e Ossétia do Sul, mediante o fornecimento de armas, o recrutamento de mercenários e a intervenção direta de tropas.

O Executivo georgiano afirma que desde o cessar-fogo em ambas as zonas, as forças russas encarregadas de manter a paz negaram o direito de retorno a 300 mil pessoas que tinham sido deslocadas.

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, repetiu hoje as acusações de seu país de que a operação militar da Geórgia nas áreas separatistas são um "genocídio".

Na queixa perante a CIJ --principal órgão judicial da ONU, com sede em Haia--, a Geórgia pede aos juízes que declarem que Moscou atuou contra a legislação internacional e que deve se abster de seguir apoiando as forças separatistas, incluindo a retirada de todas as suas tropas da Geórgia.

Tbilisi também pede uma indenização.

Em paralelo, o promotor-chefe da Corte Internacional Criminal (CIC), Luis Moreno-Ocampo, afirmou ter sido contactado sobre o confronto na Ossétia do Sul e pode iniciar uma investigação preliminar.

A CIJ atua em casos de país contra país, enquanto o CIC foi criado para julgar indivíduos por crimes sérios como genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. Ambas as cortes têm sede em Haia, na Holanda...

Mais em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u432603.shtml

Geórgia anuncia que deixará a Comunidade dos Estados Independentes

O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, anunciou nesta terça-feira que seu país está saindo da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) --aliança das ex-repúblicas soviéticas, dominada pela Rússia.

O chefe do Estado fez o anúncio durante uma manifestação na capital georgiana, na qual pediu a outros países, entre eles a Ucrânia, que sigam o exemplo de Tbilisi. A CEI reúne a Rússia e outras 11 repúblicas da extinta União Soviética, incluindo a Geórgia, desde 1994...

Mais em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u432467.shtml

09 agosto, 2008

Conflito na Ossétia do Sul - Geórgia

Mais um conflito separatista se destaca na mídia. Na região do Cáucaso, a Ossétia do Sul, inspirada pela independência kosovar, pede independência da Geórgia. Nos últimos dias se intensificaram os confrontos militares entre a Geórgia e a Rússia [que alega defender os cidadãos russos que moram na região] pelo controle da área.



A Ossétia do Sul é um território de mais ou menos 4 mil quilômetros quadrados localizado cerca de 100 quilômetros ao norte da capital da Geórgia, Tbilisi, na encosta sul das montanhas do Cáucaso.
A Ossétia, em março de 2008, pediu à Rússia, à ONU e à União Europeia que reconheçam a sua independência, à semelhança do que aconteceu recentemente no Kosovo. O apelo foi validado por um voto, no "Parlamento" da Ossétia do Sul, cuja independência unilateral declarada em 1990 não é reconhecida por nenhum país.
Depois de terem alertado contra o risco de um "efeito dominó" com o Kosovo, as autoridades russas excluiram o reconhecimento da Ossétia do Sul e da Abkhazia, após a declaração de independência kosovar.
O colapso da União Soviética alimentou o nascimento de um movimento separatista na Ossétia do Sul, que sempre se sentiu mais próxima da Rússia que da Geórgia. A região livrou-se do controle georgiano durante uma guerra travada em 1991 e 1992 e na qual milhares de pessoas morreram. A Ossétia do Sul mantém uma relação estreita com a vizinha russa Ossétia do Norte, que fica do lado norte do Cáucaso.
A maior parte de seus quase 70 mil habitantes são etnicamente distintos dos georgianos e falam sua própria língua, parecida com o persa. Essas pessoas afirmam ter sido absorvidas à força pela Geórgia, durante o regime soviético, e agora desejam exercer seu direito à autodeterminação.
O líder separatista é Eduard Kokoity. Em novembro de 2006, vilarejos da Ossétia do Sul que continuam sob o controle da Geórgia, elegeram um líder rival, o ex-separatista Dmitry Sanakoyev. Sanakoyev conta com o apoio do governo georgiano, mas sua influência estende-se por somente uma pequena parte da região.
Cerca de dois terços do Orçamento anual da região, de cerca de 30 milhões de dólares, vêem do governo russo. Quase todos os moradores dali exibem passaportes russos e usam o rublo russo como moeda.
Uma força de paz com 1,5 mil membros da Rússia, da Geórgia e da Ossétia do Norte (500 de cada) monitoram uma trégua firmada na Ossétia do Sul. A Geórgia acusa os membros russos da força de paz de ficarem ao lado dos separatistas, algo que a Rússia nega.
O presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, propôs um acordo de paz segundo o qual a Ossétia do Sul receberia um "grande grau de autonomia" dentro de um Estado federal. Os líderes separatistas dizem querer independência total.





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