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17 abril, 2009

Páscoa ortodoxa sérvia no Kosovo

Presidente sérvio faz rara visita a Kosovo

O presidente da Sérvia, Boris Tadic, fez hoje uma rara visita a Kosovo. Tadic recebeu uma licença especial para visitar a região a fim de celebrar a Páscoa Ortodoxa Sérvia. É sua segunda visita ao local desde que Kosovo declarou independência da Sérvia, no ano passado. Enquanto isso, os novos líderes da ex-província sérvia entraram com uma ação na Corte Internacional de Justiça para defender sua declaração de independência.

Muitos em Kosovo veem a visita de Tadic como uma tentativa de minar a nação e assegurar a autoridade sérvia sobre o território. A visita foi liberada por motivos religiosos pelo primeiro-ministro de Kosovo, Hashim Thaci, um albanês étnico, após uma intervenção do representante internacional de Kosovo Peter Feith. Thaci disse esperar que Tadic não fizesse nenhum comentário político, pois com isso correria o risco de ser proibido de entrar em Kosovo no futuro.

"Paz para os sérvios, albaneses, para todos aqueles que vivem em Kosovo, na nossa Sérvia", disse Tadic a jornalistas, após uma cerimônia religiosa em um monastério sérvio ortodoxo do século 14. A Sérvia condenou a declaração de independência de Kosovo, de fevereiro de 2008, e pediu à Corte Internacional de Justiça que a considere ilegal. Kosovo recebeu forte apoio dos Estados Unidos e de importantes nações da União Europeia (UE). Até agora, 57 países reconheceram Kosovo como um Estado independente.

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/

29 julho, 2008

União Européia X Sérvia / Karadzic

Julgamento de Karadzic
Terça, 29 de julho de 2008, 08h54
Atualizada às 09h21
Sérvia não entrará na UE se não extraditar Karadzic

A União Européia decidiu que não analisará o pedido da Sérvia para se juntar ao bloco até que o ex-líder sérvio da Bósnia Radovan Karadzic seja extraditado para o Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia, na Holanda.
Radovan Karadzic foi preso na semana passada em Belgrado, acusado de crimes de guerra e genocídio durante o conflito da Bósnia nos anos 90.

A União Européia decidiu que não analisará o pedido da Sérvia para se juntar ao bloco até que o ex-líder sérvio da Bósnia Radovan Karadzic seja extraditado para o Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia, na Holanda.
Radovan Karadzic foi preso na semana passada em Belgrado, acusado de crimes de guerra e genocídio durante o conflito da Bósnia nos anos 90.
Embaixadores dos países que fazem parte da União Européia se encontraram em Bruxelas nesta terça-feira para discutir o caso da Sérvia e, apesar de terem elogiado a prisão de Karadzic, não chegaram a oferecer ao país nenhuma perspectiva imediata de se juntar ao grupo.
O atual governo sérvio defende a entrada do país na União Européia e espera que a prisão de Karadzic convença os atuais membros do bloco de que a Sérvia está comprometida a lidar com os problemas deixados pelos conflitos nos Bálcãs nos anos 90.
A União Européia já disse que a prisão fará com que o processo de entrada da Sérvia ao bloco seja "mais fácil e com menos problemas".
Mas, segundo o correspondente da BBC, a Sérvia ficará provavelmente decepcionada que o encontro desta terça-feira não tenha gerado qualquer progresso imediato.
De acordo com Bartlett, o governo sérvio esperava que a UE oferecesse condições de negócios generosas como um passo em direção à entrada oficial do país ao bloco.

A Sérvia ainda gostaria de fazer um pedido formal para se juntar à União Européia até o final deste ano.

Manifestação
Nacionalistas sérvios devem realizar uma manifestação contra a prisão de Karadzic nesta terça-feira em Belgrado.
Os manifestantes estão chegando à capital de outras partes da Sérvia e também das áreas sérvias da Bósnia.
Segundo a correspondente da BBC em Belgrado Helen Fawkes, para essas pessoas Karadzic é ainda um herói de guerra e há temores de que a manifestação possa acabar em violência.

Íntegra da matéria em:
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3036157-EI12091,00.html

22 julho, 2008

O que estudamos, o que está acontecendo...

Olá galera do LINCE, aí está a matéria comentada em sala sobre a prisão de Radovan Karadzic, ex-líder sérvio. Questões no fim da postagem.

Europa
Segunda, 21 de julho de 2008, 19h56 Atualizada às 20h11
Karadzic é chamado de "o homem da limpeza étnica"
O ex-líder político sérvio Radovan Karadzic, que foi preso nesta segunda-feira pelos serviços secretos sérvios, foi perseguido durante 13 anos pela comunidade internacional, que o acusa de "limpeza étnica" na extinta Iugoslávia.

» Detido acusado de genocídio na Bósnia

Procurado por genocídio, crimes contra humanidade e crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia, ele é considerado responsável, em particular, e junto com seu assistente militar Ratko Mladic, pelo pior massacre na Europa desde a Segunda Guerra Mundial: a eliminação de quase 8 mil muçulmanos em Srebrenica (leste da Bósnia), em julho de 1995.
Também era procurado por seu papel no cerco a Sarajevo, que se arrastou por 43 meses e durante o qual mais de 10 mil civis foram mortos.
Grande, com a cabeleira grisalha sempre revolta, Karadzic não foi mais visto em público desde sua fuga, em 1996. Considerado um monstro pelos croatas e pelos muçulmanos da Bósnia, para os sérvios, ele continua a ser um herói da guerra que dilacerou a Bósnia, de 1992-1995, após a proclamação de sua independência.
Nascido em 19 de junho de 1945, na cidade de Petnjica, em Montenegro, Karadzic passou a infância em Niksic, perto da fronteira com a Bósnia. Seu pai, do qual ele herdou o fervor nacionalista, foi preso por ter participado do movimento dos "Tchetniks", que combateram tanto os nazistas, quanto os partidários comunistas de Tito, durante a 2ª Guerra Mundial.
Psiquiatra em Sarajevo nos anos de 1960, Radovan Karadzic começou sua carreira política somente em 1990, tendo como mentor Slobodan Milosevic, o homem forte da Iugoslávia, morto em março de 2006, na prisão do TPI, em Haia, antes do fim de seu processo.
Após a queda do muro de Berlim, o vento de transformação que varria a antiga Europa Comunista atingiu a Iugoslávia, que se dissolveu quando cada uma de suas seis repúblicas proclamaram sua independência, em 1991.
Assim como Slobodan Milosevic, Karadzic queria promover a anexação à Sérvia dos territórios povoados de sérvios na Croácia e na Bósnia, onde os sérvios representam cerca de 44% da população.
Auxiliado pelo general Ratko Mladic, Karadzic "limpa" a Bósnia de seus elementos não sérvios. Mais de um milhão de pessoas devem deixar suas cidades, e 200 mil são mortas durante a guerra.
Com os acordos de Dayton, no final de 1995, Karadzic obtém "sua" república: a Republika Srspka, enquanto croatas e muçulmanos dividem a outra metade do país, que se transforma na Federação croato-muçulmana.
Em Dayton, porém, Milosevic isola o aliado e, em julho de 1996, Karadzic é proibido de aparecer em público. Ele entra, então, na clandestinidade, dispondo de uma poderosa rede de seguidores.
Também teria se beneficiado de proteção policial e, segundo boatos, teria encontrado abrigo, diversas vezes, nos mosteiros ortodoxos sérvios.
Sua lenda de intocável só fez crescer ao longo das operações frustradas da Otan para detê-lo, enquanto o Departamento de Estado chegou a prometer uma recompensa de US$ 5 milhões por qualquer informação que pudesse levar à sua prisão.