Mostrando postagens com marcador Enchente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Enchente. Mostrar todas as postagens

09 julho, 2010

Lamentável...

Como o brasileiro (claro, não generalizando) tem a coragem de criticar políticos, chamando-os de corruptos se ele mesmo tem um comportamento desviado? Cada povo tem o governo que merece (ao menos, muitos pagam por vários outros). Pegam atestados médicos falsos par não irem trabalhar, compram objetos sabendo que esses são roubados, conseguem documentações falsas para conseguirem pensões do INSS, bolsa família e outros, furam fila, pagam "por fora", fingem dormir no ônibus para não dar lugar aos idosos ou a grávidas, etc, etc, etc, etc.

E, claro, não poderia faltar na lista os que se aproveitam da desgraça alheia:

Dois homens são presos por desviarem donativos que iriam para pessoas atingidas pelas chuvas em cidades de Pernambuco

Eles foram flagrados quando selecionavam produtos para uso próprio.
Dupla foi levada para delegacia de Cabo de Santo Agostinho (PE).


Dois homens foram presos, na noite da quarta-feira (07/07), após desviarem donativos que seriam levados para vítimas das enchentes em cidades de Pernambuco. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a prisão foi feita na BR-101, em Cabo de Santo Agostinho (PE).

Os moradores das cidades de Pernambuco e Alagoas, que foram atingidas pelas chuvas, ainda enfrentam problemas. Ainda de acordo com a PRF, os dois trabalhavam como voluntários no transporte de donativos para a cidade de Palmares (PE).

Eles foram denunciados pelo funcionário de um posto de combustível, que achou estranho a ação da dupla, que estacionou o caminhão com os donativos e transferido parte das caixas para outros carros.

Após a prisão, ainda segundo a PRF, os dois teriam alegado que também eram vítimas das enchentes, que passavam por dificuldades e por isso estavam selecionando parte dos donativos para uso próprio.

O caminhão, a carga de donativos e os dois foram levados para a delegacia de Cabo de Santo Agostinho.


FONTE: http://g1.globo.com/

07 julho, 2010

Chuvas no Nordeste brasileiro - ajuda aos atingidos

Há semanas arrasando os estados de Pernambuco e Alagoas, as chuvas deixaram mais de 150 mil desabrigados ou desalojados.

Campanhas para arrecadação de alimentos, roupas, remédios e produtos de limpeza vêm acontecendo desde o início da tragédia. Muitas pessoas de vários estados estão ajudando, mas hoje os mais necessários são produtos de higiene pessoal e limpeza, pois o quadro de saúde nas cidades atingidas não é bom devido à falta de higiene adequada dos locais que abrigam as famílias.

Procure na sua cidade os postos de arrecadação de donativos e dê preferência a produtos de limpeza como sabonetes, sabão em pó, água sanitária, detergentes, dentre outros.

Defesa Civil encerra buscas por desaparecidos de enchentes em Alagoas

A Defesa Civil de Alagoas informou nesta quarta-feira (7) que foram encerradas as buscas por pessoas desaparecidas durante as enchentes no Estado. Segundo o órgão, o Corpo de Bombeiros segue de plantão, mas apenas para atuar mediante informações sobre a localização de possíveis corpos. De acordo com dados fornecidos pelos municípios atingidos, 69 pessoas ainda estão desaparecidas desde o dia 18 de junho.

Segundo a Defesa Civil, todas as áreas dos leitos dos rios que alagaram foram vasculhadas mais de uma vez por equipes em terra e em helicópteros. Mergulhadores e cães farejadores também participaram das operações.

De acordo com o major Sandro Cavalcante, chefe do setor de comunicação da Defesa Civil, as equipes já realizaram buscas em todos os vales do Mundaú e do Paraíba, incluindo as lagoas onde esses rios desembocam.

Cavalcante informou ainda que as equipes de militares de outros Estados, que vieram para Alagoas e participaram das buscas, já estão deixando o Estado.

Nesta quarta-feira (7), um corpo foi encontrado próximo ao rio Mundaú, no município de Murici, na zona da mata. O cadáver foi levado para o Instituto Médico Legal de Maceió, que deve apontar a causa da morte. Essa vítima ainda não foi contabilizada nos dados oficiais do órgão, que apontam 37 mortos.

Ontem (6) chegou a ser informado que um corpo foi encontrado no município de Branquinha, e que poderia ser uma nova vítima, mas a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros retificou hoje, informando que se tratava de um animal.

Dados “superfaturados”

O município de Rio Largo, na região metropolitana de Maceió, registra o maior número de pessoas desaparecidas (41), mas a própria Defesa Civil municipal reconhece que pode haver excesso na contagem.

“Esse dado pode ser diferente, porque há famílias que informam o desaparecimento num primeiro, mas não vêm informar sobre o reaparecimento da pessoa. Por isso a gente apela para que essas pessoas venham até a Defesa Civil municipal e digam se esses desaparecidos foram encontrados”, disse o coordenador da Defesa Civil, Ivaldo Silva.

Segundo a Defesa Civil Estadual, as enchentes em Alagoas deixaram 37 mortos, enquanto em Pernambuco foram registradas 20 mortes. Ao todo, mais de 150 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas nos dois Estados.

Matéria retirada de: http://noticias.uol.com.br/especiais/enchentes-no-nordeste/

15 abril, 2010

Dilúvio do Rio vai para a Bahia

Deslizamentos de terra, alagamento, enchentes de rios são os acontecimentos mais comuns no estado da Bahia nessa semana.

Depois dos estragos causados no Rio de Janeiro pela chuva, agora a Bahia também está com vários municípios e sua capital embaixo d'água.

Ontem, 14 de abril, na cidade de Santo Amaro da Purificação, terra de Dona Canô, os rios Sergimirim e Subaé, que cortam a cidade, subiram e deixaram a cidade em estado de emergência.





Avenida Ruy Barbosa, Bonfim - Santo Amaro/Ba



Os pedestres andavam com água quase no joelho.

Fotos: Ana Patrícia

07 abril, 2010

Dilúvio no Rio

Mais um dilúvio cai sobre o Rio de Janeiro e deixa muitos mortos e um grande prejuízo.


A geografia da cidade do Rio de Janeiro não favorece em momentos de muita chuva. Como a maioria dos morros da cidade é de formação rochosa, a pequena camada de terra onde cresce a vegetação não consegue absorver um grande volume de água.

10 dezembro, 2008

Santa Catarina: cidades em risco

Uma em quatro cidades de SC tem risco "muito alto" de desastre, diz estudo

BRENO COSTA
da Agência Folha



Um em cada quatro municípios de Santa Catarina corre risco "muito alto" de ser afetado por desastres naturais. Ao todo, 72 cidades estão nessa condição. Sessenta dessas estão fora da região do Vale do Itajaí, a mais afetada pelas chuvas que já causaram a morte de 124 pessoas no Estado --segundo informações da Defesa Civil, atualizadas na noite desta quarta-feira. A maioria (35) fica na região oeste, mais próxima à fronteira com a Argentina.

As informações constam de um estudo concluído em 2006 por pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). A análise considera desastre natural o caso que provoque ao menos uma destas conseqüências: morte de dez pessoas, afete pelo menos cem pessoas, decretação de situação de emergência ou pedido de socorro internacional.

O "Mapeamento de Risco de Desastres Naturais do Estado de Santa Catarina" usa como uma de suas bases para o cálculo do índice de risco de cada um dos 293 municípios catarinenses o nível de "perigo" associado a cada uma dessas cidades.

Para isso, foram usados estudos da geógrafa Maria Lúcia Herrmann, que coordenou a elaboração do "Atlas de Desastres Naturais do Estado de Santa Catarina", produzido para o governo de SC.

As outras variáveis usadas para se chegar ao índice de risco são a densidade demográfica, a intensidade da pobreza da população e a proporção de população idosa nessas cidades, além do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de cada município.

Produzido há quase três anos, o número de 72 municípios listados na categoria "risco muito alto" pode estar subestimado, alerta a geógrafa da Unicamp Luci Hidalgo Nunes, especialista em desastres naturais e co-autora do estudo, que leva em conta desastres registrados entre 1980 e 2003. Segundo ela, casos de escorregamentos de terra, até 2000, não eram um fator preponderante em tragédias naturais no Estado, se comparado com enchentes e inundações. Os 124 mortos da chuva --a maioria vítima de soterramento-- fizeram a situação mudar, segundo ela.

Eu acho que o número possa estar subestimado. Vale a pena a gente rever um monte de coisa. Esse episódio mostrou que chuvas intensas geram um problema, talvez até mais grave que inundações, que são os escorregamentos. A maior parte das mortes em desastres no Brasil está ligada a isso", diz a pesquisadora.

Um indício de que a quantidade informada está subestimada é o fato de que, dos 16 municípios que registraram mortos em decorrência das chuvas, apenas cinco estavam nessa categoria (Blumenau, Gaspar, Itajaí, Brusque e Florianópolis).

Outros três estavam na categoria de risco "alto", entre eles Ilhota, onde foi registrado o maior número oficial de mortes até agora (37). Jaraguá do Sul, com 13 mortos, era considerada risco "médio". Houve até o caso extremo de Rodeio, que, com quatro mortos, era vista como risco "baixo/nulo".

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/


28 novembro, 2008

Enchente em Santa Catarina

As chuvas que têm castigado o estado de Santa Catarina há 60 dias provocam enchentes, mortes [o que é o pior] e prejuízos de toda espécie em cidades como Itajaí, Blumenau e Florianópolis.

Números informados pela Defesa civil catarinense dão conta de mais de 54.000 pessoas desalojadas e desabrigadas, sendo 22.952 desabrigadas e 31.087 desalojadas, e 1,5 milhão de pessoas foram afetadas. Oito cidades estão isoladas: São Bonifácio, Luiz Alves, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoá e Benedito Novo.


O histórico sistemático, artigo de Ricardo Moreira de Mesquita


No século 19, enchentes já faziam parte do cotidiano de Santa Catarina

Ricardo Moreira de Mesquita é jornalista, escritor e historiador, sócio-efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e membro da Academia Desterrense de Letras. Artigo escrito para a “Folha de SP”:

As enchentes em Santa Catarina são históricas, mas precisam deixar de ser. Não existem méritos quando a ocupação humana desordenada favorece fenômenos naturais que ceifam vidas.

A morfologia geológica que favoreceu a colonização do Estado e a pluralidade étnica peculiar também facilitam a ocorrência de enchentes registradas por viajantes e exploradores. No século 19, nas falas e relatórios dos presidentes da Província de Santa Catarina, dirigidos à Assembléia Provincial e enviados à administração real, na cidade do Rio de Janeiro, observa-se que as enchentes já faziam parte do cotidiano.

Nesses documentos estão os registros das atividades de governo, em que relatam a situação das finanças públicas, obras provinciais, socorros à saúde e tranqüilidade pública.

Não foram poucos os que também deixaram sugestões para combatê-las. O presidente João Carlos Pardal, em 1838, informava da necessidade de mudança no traçado da estrada para Lages, onde o rio Braço do Norte, no sul do Estado, subia o seu leito e avançava 44 metros além das margens, a cada enchente. Em Porto Belo, já haviam mudado o trajeto da estrada, cansados de reconstruir as pontes em razão das cheias.

Fixar-se às margens dos rios é uma opção do homem desde remotos tempos, pela fertilidade das terras e garantia de alimentação, a luta pela sobrevivência. Em Santa Catarina, a colonização não foi diferente de outras sociedades de regadio -Egito, Mesopotâmia, Delta do Ganges e rio Amarelo. A serra Geral, com seus contrafortes, limita o planalto ocidental da planície litorânea, recortada em belas praias, promontórios e pelos rios que nela nascem e se fazem ao mar.

Muitos outros relatos sobre tempestades, inundações -o vocábulo preferido na época- estão registrados. Mas a enchente ocorrida em 1880 deixou marcas no Estado, talvez tanto quanto deixará a de 2008.

Entre os dias 27 e 28 de setembro de 1880, escreve o presidente da Província, João Rodrigues Chaves, "elevaram-se as águas do rio Itajaí e seus afluentes a um nível que excedeu todas as previsões e inundaram rapidamente e impetuosamente todo o grande vale [...], Blumenau, o núcleo colonial de Luiz Alves e o povoado de São Pedro do Gaspar, causando graves danos e muitas perdas de vidas. Estradas, pontes de grande valor, habitações, engenhos, todas as plantações, fundadas nestes férteis municípios e nos de Tijucas e Tubarão".

E o presidente continua: "Vou abrir a vossos olhos o quadro triste desta desgraça. Na Colônia de Itajaí pereceram nessa inundação três pessoas; em Blumenau, 11; em Luiz Alves, 25; em Tubarão, três, e, finalmente, em Tijucas, uma pessoa, em um total de 42 mortos". A solidariedade brasileira era bem-vinda. Chaves louva os atos de caridade e cita vários doadores, inclusive dom Pedro 2º, sua majestade imperial, e a imperatriz Thereza Christina.

Chegaram doações das províncias vizinhas do Paraná e Rio Grande do Sul. O povo é grandioso, solidário, mas não recebe soluções.

No século 20, as maiores cheias na região do Vale do Itajaí ocorreram em 1957, 1961, 1984 (a grande enchente que atingiu Blumenau) e a de 1987. Em 24 de março de 1974, chuvas intensas de dois dias desceram a serra arrasando Tubarão, no sul de Santa Catarina.

O desmatamento, a ocupação desordenada das encostas, a omissão dos poderes públicos no controle demográfico de regiões de risco, associados à especulação imobiliária, lavouras e plantações desordenadas nos picos dos morros, agravam os eventos.

A comunicação instantânea pode transformar a enchente de 2008 em um triste e grandioso espetáculo que passará para a história como mais uma inundação. Ou será, a continuar a inércia da gestão pública, mais uma histórica enchente?
(Folha de SP, 28/11)


FONTES:
http://papodehomem.com.br/

http://www.jornaldaciencia.org.br/