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24 fevereiro, 2010

Roubo de água na Amazônia: especulação ou realidade?

A água da Amazônia está sendo roubada?

Estima-se que 1,5 bilhão de seres humanos já não disponham de água suficiente para suas necessidades essenciais. Significa que, de cada 5 habitantes da Terra, um não tem água nem para beber. Esse contingente, que equivale à população do maior país do mundo, a China, vai precisar resolver esse problema vital de alguma maneira. Pela via pacífica ou através da força. A próxima guerra será pela água, anuncia um número crescente de profetas, baseados mais na correlação lógica de fatores do que numa análise minuciosa e específica das situações.

Este é o mesmo método que utilizam para apontar o sítio dessa próxima guerra: a Amazônia. Nada mais lógico: a bacia amazônica, que se espraia por nove países da América do Sul, mas tem dois terços das suas águas drenadas no território do Brasil, representa 68% da massa de água doce superficial do nosso país e de 8% a 25% (conforme as diferentes avaliações) do total do planeta. Sua principal riqueza ou está escondida no subsolo, em depósitos de minérios, ou na sua floresta tropical, um terço do que ainda subsiste sobre a superfície terrestre. E a mais rica em biodiversidade. Um tesouro difícil de ser protegido, sujeito a todas as formas de roubo.

A mais nova seria a do bem mais abundante e de fácil apropriação. Seguidas denúncias, apregoadas pelas vozes mais distintas, têm assegurado que já seria “assustador” o tráfico de água doce da Amazônia para o exterior. O alerta mais recente foi feito no final do ano passado pela revista jurídica Consulex. Ela garantia que algumas empresas já praticam com desenvoltura essa forma de roubo, que já tem denominações como hidropirataria e bioinvasão.

A atividade ilegal estaria sendo praticada por navios com capacidade de armazenar 250 milhões de litros (ou 250 mil metros cúbicos) de água, que uma empresa da Noruega forneceria para clientes na Grécia, Oriente Médio, Ilha da Madeira e Caribe. Por sair pela metade do custo da dessalinização, o roubo de água teria se tornado atraente no comércio com países carentes de água doce superficial.

A matéria da revista é rica em detalhes e conjecturas, mas não o bastante para convencer sobre o que relata, ecoando denúncias já numerosas. Claro que o acervo de água da Amazônia é questão transcendental. Exige atenção, seriedade, prioridade e investimentos. Todos esses elementos são de enorme deficiência atualmente. O Brasil tem mais de 120 comitês de bacia. Só um deles fica na Amazônia e tem ação urbana, na cidade de Manaus. É um despropósito paradoxal com o significado mundial da bacia amazônica.

Os escassos investimentos em manejo de água na região não permitem um conhecimento adequado sobre os seus recursos hídricos. O interesse mundial cresce numa velocidade muito superior à da atenção nacional. Mesmo as denúncias mais detalhadas, como a da Consulex, porém, ainda se revelam meramente especulativas, quando não totalmente fantasiosas. Devem servir de alerta para o problema, se – e quando – ele surgir.

Até agora, não há nenhum caso comprovado de roubo de água amazônica em território nacional, incluindo o mar de 200 milhas. Os grandes navios (1.200 por ano) entram na região em busca de outros recursos naturais, principalmente minérios e madeira, atracando em cinco portos de grande movimentação. Não têm espaço característico – nem tonelagem necessária – para acumular água – e em escala comercial.

A única área que poderia proporcionar essa pirataria é a foz do Amazonas, onde está a maior ilha fluvial do mundo, a de Marajó, com 50 mil quilômetros quadrados. Nela, o grande rio chega a despejar mais de 200 milhões de litros de água por segundo, no auge da cheia. Não há qualquer caso concreto de um superpetroleiro que tenha estacionado nesse local para se abastecer de um volume como os 250 milhões de litros citados. Pode parecer muito, mas esse volume de água equivale a menos de meio segundo de descarga na vazão máxima natural que o rio Tocantins já alcançou no local onde foi construída a barragem da hidrelétrica de Tucuruí, a quarta maior do mundo, em 1980.

Não parece um grande negócio, capaz de justificar o investimento e o risco, ainda que o patrulhamento da costa amazônica seja deficiente (o que induziu no projeto de criação da nova esquadra da Marinha, prevista para ter sua sede em São Luís do Maranhão e não em Belém, como pareceria mais lógico). A Capitania dos Portos do Pará assegura que fiscaliza todos os navios que entram e saem da região e que, por amostragem, acompanha a qualidade da água que carregam em seus porões como lastro. As normas internacionais autorizam essa operação, que constitui prática comum e nada tem a ver com objetivo comercial ou mesmo roubo com objetivo científico.

A água que o Amazonas despeja no Oceano Atlântico é rica em material particulado em suspensão. Mas qualquer pequena coleta pode ser suficiente para um estudo completo sobre o que contém – e isso é feito por meios legais, normais e saudáveis (embora não na escala recomendável). Quanto ao uso para outros fins, pelo menos para a costa dos Estados Unidos, o Amazonas já dá sua contribuição em larga escala – e gratuita. Avançando até 100 quilômetros no oceano, suas águas derivam para o norte pela força da corrente marítima, indo parar no litoral da Flórida.

Se não é para nos roubar água potável (com volumosa quantidade de sólidos em suspensão), então essa pirataria seria para recolher água rica em nutrientes para algum objetivo ainda não identificado (e, talvez, jamais identificável, por irreal). O campo ainda está aberto à imaginação e à especulação. Para delimitá-lo, a melhor atitude para o bem do país é, sem deixar de se manter atento, investir no conhecimento dos nacionais sobre sua própria riqueza.

O Brasil deve acompanhar com atenção e sempre com atualização o que pensam (e o que fazem) os estrangeiros sobre a – e na – Amazônia. Dispondo de mais recursos e com objetivos mais bem definidos, eles podem servir de espelho para refletir melhor o que os brasileiros e, em particular, os amazônidas, nem sempre conseguem ver, por falta de meios humanos, técnicos e científicos equivalentes.

O mais importante, porém, é saber e acompanhar o que os próprios nacionais pensam ou fazem, em numerosos casos dilapidando os recursos naturais ou os utilizando de forma irracional. Campeão em estoque de água doce do mundo, o Brasil é medíocre no seu manejo. Em Belém, que, por sua localização, serve de porta de entrada da Amazônia, um dos problemas que sua população – de quase 1,5 milhão de habitantes – enfrenta é a falta de água boa para beber, apesar da vasta massa que forma o estuário onde ela se situa. Este é o triste paradoxo atual, cuja visualização e compreensão as sempre vivas teorias conspirativas dificultam.

FONTE: http://colunistas.yahoo.net/posts/521.html

14 abril, 2009

Mapas e texto BIOMAS - LINCE

Olá galera!
Abaixo os mapas dos biomas utilizados na atividade pontuada.


Biomas no mundo



Biomas no Brasil




Biomas do Brasil:

• Amazônia, cujo domínio ocupa 49,29% do território nacional e que é constituída principalmente por uma floresta tropical que recobre grande parte dos estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Amapá, Roraima, Mato Grosso, Goiás e Maranhão. Este bioma é constituído por igapós (permanentemente inundados), várzeas (inundadas apenas durante as épocas de cheia) e terra firme.

• Cerrado, cujo domínio ocupa 23,92% do território e que é constituído principalmente por savanas. Abrange parcialmente os estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais e São Paulo.

• Mata Atlântica, cujo domínio ocupa 13,04% do território nacional e que é constituída principalmente por mata ao longo da costa litorânea que vai do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Fortemente degradado é apenas uma pálida imagem do que já foi.

• Caatinga, cujo domínio ocupa 9,92% do território nacional e que é constituída principalmente por savana estépica. O termo caatinga vem do tupi-antigo Ka'a 'mato' e tinga 'branco'. Com características desérticas ou, pelo menos, de revestimento florestal ralo, estende-se por partes dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais.

• Pantanal, cujo domínio ocupa 1,76% do território nacional e que é constituído principalmente por savana estépica alagada em sua maior parte. Estende-se pelo oeste do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, avançando por Bolívia, Paraguai e Argentina, nos quais essa bioma recebe o nome de "chaco".

• Pampa ou Campos do Sul, cujo domínio ocupa 2,07% do território nacional e que é constituído principalmente por estepe e savana estépica. São os chamados campos sulinos que se estendem pelo Rio Grande do Sul e ultrapassam nossas fronteiras em direção ao Uruguai e Argentina.

LEMBRAR DE FAZER RESUMO DO TEXTO ACIMA PARA PÔR NO CARTAZ, ALÉM DE PESQUISAR OS BIOMAS NO MUNDO, RESUMIR, E TAMBÉM COLOCAR NO CARTAZ.

31 outubro, 2008

Desmatamento da Amazônia - 5ª série Colégio Jesus Cristo


Dado sobre desmatamento não é 'índice de inflação', adverte Inpe

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

A imprensa brasileira está divulgando os dados mensais sobre desmatamento da Amazônia como se fosse índice de inflação, disse Dalton Valeriano, coordenador do programa de monitoramento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

"E não é esse o caso. Numa escala um pouco maior, você ainda pode até pensar em comparar um ano com outro, mas a gente tem percebido que os dados têm variado de um ano para outro. Precisaria de uma temporada de uns dez anos pra ter uma base de comparação. No momento, a gente vê tudo como uma ferramenta para fiscalização", explicou o biólogo, depois de participar de um evento sobre meio ambiente realizado em Brasília (DF).

Valeriano defende que os dados do monitoramento sejam divulgados em conjunto com outras informações, para dar uma visão mais completa da situação na Amazônia. "O quanto foi observado, o quanto foi verificado (pela fiscalização), o quanto era realmente desmatamento ilegal, quantos foram autuados e quanto dessa autuação resultou em punição", enumerou o coordenador, que espera que o novo formato de divulgação de informações passe a funcionar já no ano que vem.

Ele alerta para o afunilamento que ocorre desde o monitoramento até a punição aos desmatamentos ilegais. "A gente percebe que existe um decaimento muito grande. De centenas de ilícitos, o pessoal de fiscalização consegue verificar alguns. Alguns poucos viram autuação de fato; algumas autuações são aceitas pela Justiça e alguns desses processos viram punição. Só 0,5% do que foi autuado chega lá na ponta. Por isso a discussão tem que migrar de um ponto de vista quantitativo, de aumentou, diminuiu (o desmatamento) para uma discussão mais séria sobre a eficiência desse sistema fiscalizatório. Senão, a gente está só brincando".

Nuvens

Esta semana, o Inpe divulgou uma queda de 22,3% no desmatamento em setembro, em comparação com o mês de agosto. A área desmatada em setembro ficou em 587 km2. O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) considerou a queda expressiva, por ter sido verificada em um mês de estiagem, quando o número de queimadas costuma aumentar.

A última divulgação mensal deverá ocorrer em novembro, com dados relativos ao mês de outubro. A partir daí, as informações serão reunidas trimestralmente. Isso vai ocorrer por causa da dificuldade de observar a região, por causa do aumento de nuvens no período de chuvas.

"A gente vai entrar em uma fase baixíssima de observação até maio do ano que vem, por conta disso. E temos observado que as ações de desmatamento estão se deslocando para o período chuvoso, quando sabem que não estaremos observando", disse o coordenador nesta sexta-feira ao público que acompanhou a Eco2008, em Brasília.

Por conta da dificuldade em visualizar a região, é provável que haja uma queda nos índices, que não corresponderia à realidade. "Não se pode perceber isso como uma redução ou então, quando chegar o período em que começa a abrir (o tempo), ver isso como um aumento do desmatamento", alertou.

Para melhorar a captação de imagens, o Brasil planeja contar com satélites mais modernos. O projeto do Amazon 1, com resolução de 40 metros, é uma das grandes apostas do país. Atualmente, segundo o coordenador, trabalha-se com uma resolução de 250 metros, que impede a verificação de áreas menores de desmatamento. "Vemos apenas quando o fato já está instalado e assim fica muito mais difícil tomar uma atitude de prevenção".

Outro plano do Inpe é montar uma central em Belém (PA), que ficaria responsável pelo monitoramento da Amazônia. O instituto está instalado em São José dos Campos (SP). "Aos poucos, os programas todos vão ser transferidos para lá. E talvez o Inpe comece a desenvolver operações em outros biomas, como o cerrado", antecipou Valeriano.

FONTE: http://noticias.uol.com.br
Foto: ocaosambiental.blogspot.com/

31 julho, 2008

Erupção de vulcão na Amazônia equatoriana


Equador - 15h41 -

Vulcão Reventador entra em erupção na Amazônia equatoriana. Segundo o diretor do Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional, Hugo Yépez, a atividade do vulcão não é "explosiva" nem gerará problemas de queda de cinzas nas cidades vizinhas.